A arrecadação federal de impostos e contribuições atingiu um recorde com R$ 229,2 bilhões em março de 2026, segundo a Receita Federal.
Crescimento Histórico
Este valor é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995, com um crescimento real de 4,99% em relação a março de 2025, já descontada a inflação.
Desempenho no Trimestre
O acumulado do primeiro trimestre também foi recorde, com R$ 777,12 bilhões arrecadados, marcando uma alta real de 4,6% comparado ao mesmo período de 2025.
Principais Números
- R$ 229,2 bilhões: recorde em março;
- +4,99%: crescimento em relação a março de 2025;
- R$ 777,12 bilhões: arrecadação no 1º trimestre;
- +4,6%: alta no trimestre;
- R$ 8,3 bilhões: arrecadação do IOF em março;
- +50,06%: crescimento do IOF no mês;
- +44,45%: alta do IOF no ano.
Causas do Aumento
O crescimento foi impulsionado pelo aumento da contribuição para a Previdência Social, desempenho do PIS/Cofins, alta no IRRF e do IOF. Mudanças nas regras do IOF em 2025 elevaram a tributação.
Além disso, o aumento do emprego formal e da massa salarial expandiu a base de arrecadação.
Fatores Chave
- Crescimento da atividade econômica e renda.
- Mudanças tributárias recentes.
Impacto nas Contas Públicas
A arrecadação é crucial para cumprir a meta fiscal de 2026, um superávit de 0,25% do PIB. Apesar do aumento, projetações indicam possível resultado negativo no final do ano.
Tributação de Dividendos
A taxação de dividendos, vigente desde 2026, arrecadou R$ 308 milhões em março, com imposto de 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil para pessoas físicas.
Tendências de 2026
Os dados indicam que 2026 começou com níveis históricos de arrecadação. O desempenho continuará dependendo da economia e de novas medidas fiscais.