Wellington e 13 governadores assinam carta contra decreto de armas

O documento foi assinado por 14 governadores

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), e mais 13 governadores assinaram uma carta aberta contra o decreto de armas e munições no Brasil editado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). O governador ressaltou a importância da carta e ainda lembrou que a maioria dos brasileiros não apoia a liberação de armas. 

“O Brasil realizou um plebiscito em que a maioria da população, portanto a vontade soberana de brasileiros e brasileiras do país inteiro, fez uma opção por uma política de paz, uma política em que se fez restrições ao uso de arma e munições, além de regras para a comercialização. É papel das polícias, civil e militar, cuidar da segurança. É quem pode andar armado e têm a função de combater o crime e a violência”, destacou Dias.

Segundo o texto assinado pelos governadores de 13 estados e mais o Distrito Federal “as medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros. Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência – aumentando por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos – e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias”.

O decreto de Jair Bolsonaro foi publicado na primeira semana de maio e facilita o porte de arma para um conjunto de profissões, como advogados, jornalistas, caminhoneiros e políticos eleitos, etc. O direito ao porte é a autorização para transportar a arma fora de casa.

Preocupados com as consequências, os gestores solicitaram aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que atuem na imediata revogação do decreto e no avanço de uma efetiva política responsável de armas e munição no país.

O documento foi assinado pelos governadores Wellington Dias (Piauí), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) Camilo Santana (Ceará), Rui Costa (Bahia), Flávio Dino (Maranhão), Paulo Câmara (Pernambuco), João Azevedo (Paraíba), Renato Casagrande (Espírito Santo), Waldez Góes (Amapá) e entre outros.

Veja a íntegra da carta dos governadores: