Testemunhas do atropelamento e morte do idoso Antônio Evangelista, o “Curiquinha”, 81 anos, desmentem a versão do condutor do veículo Chevrolet Vectra, Wenden Cardoso, que se apresentou na Delegacia de Polícia Civil no meio da semana. Segundo o motorista o idoso atravessou a pista e ele não teve tempo de desviar por estar encoberto por um outro carro.
Curiquinha morreu por volta das 5h40 do domingo passado, na Avenida Tomaz Rebelo, próximo ao patamar da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, em Piripiri. O idoso ia para a missa, como fazia todo domingo. Testemunhas afirmam terem visto o acidente.
Três jovens desciam a Avenida Tomaz Rebelo, quando perceberam o Vectra em alta velocidade invadir o sinal e atropelar Curiquinha, que atravessava a pista. O idoso foi arremessado a vários metros do carro. A violência do impacto foi tão grande que o corpo de Curiquinha danificou o capô e o vidro dianteiro do veículo.
Com fraturas em várias partes do corpo, inclusive na cabeça, a vítima disse quem era e onde morava. Socorrido pelo SAMU, Curiquinha foi atendido no Pronto Socorro do Hospital Regional Chagas Rodrigues, mas morreu pouco tempo depois.
"Meu avô sempre ia cedo para missa justamente para não pegar trânsito. Foi uma crueldade! Quando bateu e ele só baixou o vidro, olhou e foi embora. Não prestou socorro, como se fosse um animal", denuncia Cinthia Resende, neta de Curiquinha, reclamando que o acusado permaneça em liberdade e pedindo justiça. A morte do avô não vai ficar impune, prometeu.