Suspeita de tentar raptar bebê pode ter gravidez psicológica; saiba quem é ela

Ela havia realizado um chá de bebê há alguns meses e familiares, amigos e colegas de trabalho acreditavam que ela estava grávida

A Polícia Civil do Piauí investiga a possibilidade de que a técnica de enfermagem Auricélia Sousa Rocha, de 42 anos, suspeita de tentar sequestrar um bebê da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, tenha vivido um quadro de gravidez psicológica. A principal linha de investigação considera que a mulher acreditava estar grávida, embora exames tenham confirmado que ela não gestava um bebê.

Os policiais descobriram que a residência da suspeita estava preparada para receber um recém-nascido. Conforme apurado pela polícia, ela havia realizado um chá de bebê há alguns meses e familiares, amigos e colegas de trabalho acreditavam que ela estava grávida.

A suspeita foi presa na manhã desta quarta-feira (l08/07) logo após receber alta do Hospital Areolino de Abreu, onde estava internada por 24 horas. Segundo o delegado Felipe Bonavides, a prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça.

"Recebemos a informação de que havia sido expedido um mandado de prisão contra ela. Nos dirigimos ao hospital após recebermos a informação de que ela estava prestes a ter alta. No Hospital Areolino de Abreu, foi confirmado que ela estava recebendo alta e que não estava grávida. Foi realizado um exame de beta-hCG, que confirmou a ausência de gravidez. Em seguida, ela foi conduzida para a delegacia, onde agora está sendo interrogada", disse o delegado.

Após a prisão, Auricélia foi encaminhada para a delegacia para prestar depoimento. Esses elementos reforçaram a hipótese de que a mulher possa ter desenvolvido uma gravidez psicológica, condição em que a pessoa apresenta sintomas físicos e emocionais semelhantes aos de uma gestação, mesmo sem haver um feto. No entanto, essa possibilidade ainda será confirmada ou descartada ao longo do inquérito policial.

O delegado Hugo Alcântara explicou que uma testemunha relatou que Auricélia foi submetida a exames realizados pela unidade de saúde do trabalho da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa. Segundo o relato, os exames já indicavam que ela não estava grávida.

"Segundo a testemunha, a suposta autora foi submetida a exames realizados pela unidade de saúde do trabalho da maternidade. De acordo com o relato da enfermeira ouvida, ela tomou conhecimento de que o exame constatou que não havia feto. Essa testemunha também informou que a investigada chegou a fazer um chá de fraldas e apresentava uma barriga gestacional. Até então, todos acreditavam na gravidez, mas ainda não temos informações se, em algum momento, ela realmente esteve grávida ou se se tratava de uma gravidez psicológica desde o início", afirmou o delegado.

A Polícia Civil ainda apura se Auricélia chegou a engravidar em algum momento ou se os sinais apresentados faziam parte de um quadro de gravidez psicológica desde o início. A conclusão dependerá da análise de exames, documentos médicos e dos depoimentos colhidos durante a investigação.

Enquanto o inquérito avança, a suspeita permanece à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí.

Quem é Auricélia Rocha

A principal suspeita de tentar sequestrar um recém nascido na Nova Maternidade Evangelina Rosa, na Zona Leste de Teresina, é uma técnica em enfermagem Auricelia Sousa Rocha. Ela tem 42 anos, e afirmava está grávida e mora na região da Cacimba Velha, na Zona Rural Leste da capital do Piauí. A técnica de enfermagem é contratada como CLT por uma empresa que presta serviço à Maternidade. 

Foi casada e teve dois filhos com o ex-marido. Após a separação, iniciou um novo relacionamento e estaria grávida do terceiro filho, mas a polícia afirma que a mulher não está grávida.

A Delegacia de Proteção à Criança, da  Polícia Civil do Piauí investiga o caso, que aconteceu na tarde de segunda-feira (6) e foi impedido por uma tia da criança, identificada como Daniela Beatriz.

A suspeita é investigada por, supostamente, ter se passado por profissional da maternidade para ganhar a confiança da família da bebê e tentar retirar a criança da unidade hospitalar. A ação foi interrompida antes que ela deixasse o local.