Presos 6 acusados de agiotagem, extorsão e tráfico de drogas em São Raimundo Nonato

Os investigados, que fazem parte de um mesmo núcleo familiar, investiam em veículos luxuosos para lavar dinheiro

Seis pessoas, que fazem parte de um mesmo núcleo familiar, foram presas na manhã desta quarta-feira (21), acusadas de compor uma organização criminosa responsável por diversos crimes na região de São Raimundo Nonato, como os de extorsão, usura, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Policiais cumpriram 6 mandados de prisão preventiva e 4 mandados de busca e apreensão, além de 24 medidas cautelares, incluindo o bloqueio de R$ 2,5 milhões das contas bancárias dos investigados e o sequestro de veículos de luxo, adquiridos com o dinheiro do crime e registrados em nome de terceiros.

Segundo as investigações, os criminosos usavam dinheiro de uma facção, obtido por meio do tráfico de drogas, para realizar empréstimos clandestinos, a juros elevados. Os suspeitos usavam da violência e ameaça para cobrar os valores e juros, usando a estrutura criminosa da facção. Por fim, o dinheiro ilícito era depositado em contas bancárias de familiares dos investigados e utilizado para a aquisição de veículos luxuosos.

A polícia destacou os seis alvos presos dentre os investigados, mas não divulgou suas identidades completas:

As investigações tiveram início com a apreensão de documentos na cidade de São Raimundo Nonato, em um trabalho do  Departamento de Repressão a Ações Criminosas Organizadas da Polícia Civil na operação DRACO 117. Foi constatado que o grupo criminoso movimentou grandes quantias de dinheiro nos últimos anos, demonstrando o nível de influência dessa organização na região.

A Operação "Juros Altos", deflagrada hoje (21), é um esforço conjunto do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), o Departamento do Laboratório de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil (LAB-LD/PCPI), a Diretoria de Polícia do Interior (DPI), Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, a Superintendência de Operações Integradas (SOI), a Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), o Batalhão de Operações Aéreas da Polícia Militar (BOPAER) e as Delegacias Seccionais de São Raimundo Nonato e Canto do Buriti.

Áudios divulgados pela polícia, com autorização judicial, mostram a atuação dos criminosos, usando da violência e de ameaças para cobrar os valores e juros. Ouça aqui:

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A polícia também divulgou vídeos gravados por um dos investigados, identificados durante as investigações. Confira: