Pai que estuprava os sete filhos em Teresina é condenado a 72 anos de prisão

Os filhos eram mantidos em cárcere privado,eram estuprados e agradecidos pelo próprio pai

Um homem de 57 anos, acusado de estuprar os sete filhos durante dez anos em Teresina, foi condenado a 72 anos de prisão.  A sentença do juiz José Olindo Gil Barbosa, titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, foi imposta na última sexta-feira (18).

O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil ainda em 2015, quando a segunda esposa do acusado comunicou os abusos cometidos pelo marido contra os filhos, na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Vítima).

 A delegada Carla Caldas Fontenele Brizzi comandou as investigações dos crimes e encaminhou o inquérito ao Ministério Público, a denúncia foi formulada em março deste ano pela 10ª Promotoria de Justiça.

As investigações revelaram que os sete filhos do acusado, cinco mulheres e dois homens - eram mantidos em cárcere privado, estuprados, agredidos fisicamente e ameaçados de morte pelo próprio pai.

De acordo com os depoimentos das vítimas, as filhas eram violentadas desde os oito anos de idade. O pai usava máquina de choque para causar medo aos filhos e impedir de denunciá-lo. As crianças falaram ainda que o pai fazia sexo com as meninas na presença dos filhos e os obrigavam a assistir filmes pornográficos.

O acusado teve três filhas com a primeira esposa. Com a segunda esposa, a que o denunciou, ele teve mais quatro filhos; duas meninas e dois meninos. O acusado trabalhava como vigia e morava com a esposa e os filhos na zona Sul de Teresina.

 Ele foi condenado pelos crimes de estupro de vulnerável, lesão corporal, cárcere privado e maus tratos.

Diante da gravidade da situação, a Promotora de Justiça Amparo Paz que atuou no caso, constatou a importância da presença de profissionais das áreas de educação e saúde para fazer o acompanhamento das vítimas. “Uma das crianças, de tão traumatizada, repelia qualquer aproximação nossa. Esse foi um caso chocante para todos nós. O processo corre em segredo de justiça para evitar qualquer exposição das vítimas. Nós ainda não fomos comunicados oficialmente da sentença para decidir se vamos ou não recorrer.”, detalhou Amparo Paz.

“O NUPEVID está agilizando processos dessa natureza porque entendemos que esses crimes não podem e não devem ficar impunes. São casos que consideramos urgentes para dar uma resposta à sociedade e com essa nossa ação, tanto da 10ª como da 5ª Promotoria, nós estamos sempre cobrando e o resultado está vindo rápido.”, complementou o coordenador do NUPEVID, Promotor Francisco de Jesus.