MPPI abre inquérito para investigar Charles Pessoa por promoção pessoal nas redes sociais

O Ministério Público destaca que essa superexposição pode estar sendo usada para construir "capital político" e projeção eleitoral antecipada para as eleições de 2026.

O Ministério Público do Estado Piauí (MPPI) abriu um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades funcionais e uso indevido da máquina pública para promoção pessoal nas redes sociais do Delegado de Polícia Civil Charles Pessoa, especialmente no perfil do Instagram "@delegadocharlespessoa". 

O Ministério Público também destaca que essa superexposição pode estar sendo usada para construir "capital político" e projeção eleitoral antecipada para as eleições de 2026.

O MPPI identificou que o delegado utiliza sua rede social pessoal de forma reiterada para exibir a estrutura da Polícia Civil (PCPI), como armamentos, viaturas, fardamento, coletes táticos e símbolos da instituição. Segundo o MPPI, o delegado também divulga operações policiais e faz exposição de pessoas presas e de apreensões de drogas, como uma avaliada em R$ 2 milhões nas cidades de Bom Jesus, Redenção do Gurguéia e Currais.  

O órgão vai apurar possível violação dos princípios da administração pública (impessoalidade e moralidade), abuso de autoridade, desrespeito aos direitos fundamentais dos presos (imagem, honra e presunção de inocência) e descumprimento do Estatuto da Polícia Civil.  

Cópias do caso foram enviadas à Procuradoria Regional Eleitoral para apurar suposto abuso de poder político e propaganda antecipada.  

O MPPI acionou a Secretaria de Segurança Pública (SSP/PI), a Corregedoria e a Delegacia-Geral da Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre a conduta e lotação do delegado. Também foi feito um pedido à plataforma Meta/Instagram para informar se a conta do delegado é monetizada ou recebe valores por parcerias comerciais.  

Confira a decisão completa:

demppi260603_2029-68-69.pdf