Militares criaram empresa para espionagem e homicídios, segundo PF

Organização chamada “Comando C4” tinha tabela de preços para matar autoridades e já é responsabilizada pela morte de advogado em Cuiabá

Na terça-feira (28), a Polícia Federal iniciou a sétima fase da Operação Sisamnes e revelou que militares criaram uma empresa clandestina para espionagem e assassinatos encomendados. A investigação foca em um esquema de corrupção envolvendo o Judiciário.

O grupo, chamado “Comando C4: Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos”, usava uma empresa de segurança privada, mas cometia crimes graves. Uma tabela manuscrita foi encontrada, com valores para espionar ou eliminar figuras públicas, como:

O coronel da reserva Etevaldo Caçadini de Vargas, já preso por outro mandado, foi alvo de um novo mandado. Ele alega ser inocente e que seu nome foi citado após a tortura de um executor do assassinato do advogado Roberto Zampieri, caso central da investigação. O pedido de liberdade dele continua em análise.

Além de Caçadini, outros quatro indivíduos foram alvo de mandados de prisão. A operação, autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, também envolveu buscas e monitoramento eletrônico.

A PF descobriu que o “Comando C4” foi responsável pelo assassinato de Zampieri, que estava investigando o pagamento de propinas a membros do Judiciário. O celular de Zampieri revelou provas de corrupção entre desembargadores e assessores de ministros do STJ.