'Comete crime e vai à academia", diz juiz em audiência de custódia de preso por matar gari

Para a Justiça, sequência de ações mostra que o disparo não foi por impulso e mantém prisão preventiva do empresário Renê Júnior

O juiz Leonardo Damasceno, da Central de Audiência de Custódia de Belo Horizonte, manteve a prisão preventiva do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes com um tiro na capital mineira na segunda-feira (11).

O pedido de prisão preventiva foi feito pelo Ministério Público e acatado pela Justiça durante a audiência de custódia. Segundo o magistrado, a ação demonstrou “periculosidade social” do empresário. O magistrado considerou ainda a personalidade de Renê como “violenta” e “desequilibrada”, destacando que ele teria ido treinar na academia logo após o crime.

“Como que comete um crime desse porte, desse nível e vai treinar em uma academia" disse. 

O juiz comenta também que já havia outra ação contra o empresário. "Chama atenção que o documento juntado pelo Ministério Público que a defesa teve acesso, responde a outra ação penal, já com denúncia recebida de lesão corporal grave de violência doméstica, onde inclusive o braço da outra vítima foi fraturado. Então, com todo esse contexto, gravidade concreta dos fatos, reiteração delitiva do agente, para a garantia da ordem pública, eu acolho integralmente o parecer ministerial e converto seu flagrante em prisão preventiva”, disse o juiz Damasceno.  

O empresário, que estava no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, foi transferido para um presídio em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.