Cojuv participa de atividades do Dia Estadual da Quebradeira de Coco

Evento em comemoração ao Dia Estadual das quebradeiras de coco

Em comemoração ao Dia Estadual da Quebradeira de Coco, celebrado no dia 24 de setembro, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) realizou uma série de atividades, no último sábado (24), em Esperantina. Na programação, palestras, venda de produtos, uma caminhada pela cidade e atividades culturais. A Coordenadoria da Juventude do Estado do Piauí (Cojuv) estava representada por meio dos gerentes Fan Oliveira e Messias Nassau. A coordenadora Haldaci Regina, da Coordenadoria Estadual de Políticas para Mulheres, também esteve no evento.

Dentre as pautas das quebradeiras de coco do Piauí, a principal é uma legislação que torne livre o extrativismo do babaçu pelas comunidades tradicionais, o Babaçu Livre. Esta legislação já existe em alguns estados como o Maranhão e Tocantins.

De acordo com o gerente de Políticas para o Meio Rural da Cojuv, Messias Nassau, a Cojuv tem interesse na articulação de uma política pública para a juventude das comunidades, por meio do projeto Juventude Rural - Saberes e Cidadania, em parceria com o MIQCB. “Queremos dar continuidade a esse trabalho que vem sendo desenvolvido pela coordenadoria na manutenção das identidades e diversidades culturais dentro do contexto da política de desenvolvimento territorial que o Governo do Estado propõe”, disse Messias.

Outra demanda da comunidade é a regularização fundiária de seus territórios e o acesso amplo à educação para a crianças e jovens da comunidade, valorizando suas tradições. “As escolas não colocam no planejamento a cultura das comunidades. Muito disso já se perdeu: o tambor, os caretas. Muitas coisas que eu vi, que meus pais faziam, já não existem. E precisamos resgatar e preservar esses aspectos importantes da nossa história e tradição”, disse Helena Gomes da Silva, quebradeira de coco babaçu e coordenadora-geral do MIQCB.

Ela salienta também a importância da preservação de outras plantas nativas que quase já não existem como o buriti, o pequi e o bacuri.

As quebradeiras de coco têm como principal fonte de renda a venda de derivados do babaçu: sabão, sabonetes, biscoitos, geleias, sorvetes, somando mais de 60 tipos de produtos.