O assunto do dia não foi a soltura dos presos da "Operação Il Capo" um dia depois do cumprimento dos mandados; nem a aprovação, em segundo turno, da PEC 241 pela Câmara dos Deputados [onde Temer manda e desmanda]; muito menos a ausência de deputados da base governista em plenário para votar a mudança na Previdência do Estado. Nada disso. O feriadão do Dia do Servidor Público emendado com o Dia de Finados, foi o centro das atenções durante todo o dia de hoje (26), em todas as rodas de conversas.
Fakes nas redes sociais estampavam matérias [do ano passado] sobre uma mudança da data do Dia do Servidor. Tudo boato!
Ao contrário de outros Poderes, que transferiram o feriado em comemoração ao Dia do Servidor Público, de sexta-feira (28) para segunda-feira (31), o governador do Piauí, Wellington Dias manteve a data. Ele assinou decreto estabelecendo o ponto facultativo. O argumento: “crise” [?] se resolve com trabalho.
“A melhor saída para a crise é trabalhar. Não tem para onde correr. Já é feriado mesmo na sexta-feira... a saída para a crise é trabalhar. Tomei a decisão de manter, mas respeito as decisões de outros entes que decidiram diferente. Sexta-feira, dia bom, sexta, sábado e domingo”, disse.
Na Prefeitura de Teresina e em outros poderes, como a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Justiça, os servidores vão trabalhar na sexta-feira para folgar na segunda. Haverá a compensação da terça-feira (1/11), com o pagamento de horas trabalhadas a mais. O expediente nesses órgãos só será retomado na quinta-feira (3/11).
"O momento é de desafio para as famílias, muitas já com pessoas desempregadas, é de desafio para os servidores, que têm suas pretensões e muitas vezes o Estado não pode colocar. Sou otimista, temos no Brasil muito mais uma crise política e financeira do que crise econômica. O Brasil tem um potencial gigante e o Piauí mais ainda. Qual é o meu compromisso? Trabalhar para não atrasar salário, para que não tenha corrupção, para manter os investimentos”, acrescentou.
Wellington Dias comparou a superação da crise aos pedidos dos prefeitos. “Eu brinco muito com os prefeitos... O prefeito pode até chegar para o governador e dizer: eu quero um hospital. Posso não ter o dinheiro para o hospital, mas tem que ter pelo menos o da ambulância. Ou seja, você tem que ter capacidade de resposta para as necessidades da população”, ensina.
Wellington disse crê na superação da crise e a retomada do crescimento pelo país e pelo Piauí. “Quero dizer do meu compromisso e de minha dedicação. Eu amo o meu Piauí, acho que a gente tem condições de seguir construindo um belo estado para a gente viver. Eu sou grato a Deus por tudo que a gente ver acontecer no Piauí. Eu olho e só vejo milagre. É o milagre de Deus que está acontecendo, muito obrigado”.