Como os deficientes visuais percebem o mundo? Com o intuito de responder essa pergunta, a Pró-Reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários (Prex) da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) promoveu, na noite da última terça-feira (12), uma sessão de cinema diferente na Sala Torquato Neto, no Clube dos Diários, no centro de Teresina. O público, com os olhos vendados, acompanhou a exibição apenas com auxílio da audiodescrição (narração que descreve as cenas) e pôde perceber um pouco como é ter essa experiência.
Durante a sessão “Um olhar para além da imagem”, a plateia assistia ao vídeo com os olhos vendados e, em seguida, retirava a venda para assistir novamente ao vídeo.
Os estudantes Maria Fernanda, de 9 anos, e Gregório Pedreira, de 12, aprovaram a experiência. “Foi difícil ter que imaginar as cenas com a venda”, disse Maria Fernanda. “Quando eu tirei a venda e assisti de novo foi muito diferente do que eu estava imaginando. Acho que eles [os deficientes visuais] devem ter dificuldade, porque a gente pode tirar a venda, eles não”, disse Gregório, pensativo.
A dupla veio acompanhada da consultora de vendas Kelle Pedreira, que se sentiu sensibilizada e afirmou que a exibição a fez refletir sobre as ações que ela faz diariamente, mas que não dá valor aos mínimos detalhes. “Essa exibição me forçou a usar mais a imaginação. Ela ajuda a despertar os sentidos que você nem percebe no dia a dia. Foi isso que eu achei interessante”, afirmou.
No total, dez municípios já receberam ações do projeto de extensão “Tecnologias Assistivas – um caminho para a inclusão”. “Nas oficinas, a gente ensina como fazer livros sensoriais, maquetes e escrever em braile em cartolinas. A gente utiliza basicamente materiais simples como tijolo, areia, algodão, isopor, caixa de fósforo, EVA, qualquer material para que eles possam sentir as texturas”, explicou Brenna Lee, uma das 6 monitoras do projeto e aluna do sexto bloco de Pedagogia na Uespi.
Para Rogéria Pereira, coordenadora do projeto e primeira deficiente visual a concluir mestrado no Piauí, as oficinas são uma forma de discutir as ações inclusivas que auxiliam no aprendizado de alunos com deficiência na sala de aula. “A universidade é um dos lugares que deve protagonizar essa inclusão, é o ambiente primordial para estudar, pesquisar e fazer isso que estamos fazendo, no sentido de atuar para uma sociedade mais inclusiva”, disse Rogéria. “O nosso carro chefe é trabalhar com a audiodescrição. Por isso que realizamos essa sessão hoje”, acrescentou.
A iniciativa é da Uespi, através da Pró-reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários (Prex) com o apoio do Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor). “Essa sessão extrapola os muros da universidade. É mais uma missão da Uespi sendo cumprida que é sensibilizar a população teresinense sobre o respeito às pessoas com algum tipo de deficiência”, disse o pró-reitor da Prex, Raimunto Dutra.
Durante a sessão “Um olhar para além da imagem”, a plateia assistia ao vídeo com os olhos vendados e, em seguida, retirava a venda para assistir novamente ao vídeo.
Os estudantes Maria Fernanda, de 9 anos, e Gregório Pedreira, de 12, aprovaram a experiência. “Foi difícil ter que imaginar as cenas com a venda”, disse Maria Fernanda. “Quando eu tirei a venda e assisti de novo foi muito diferente do que eu estava imaginando. Acho que eles [os deficientes visuais] devem ter dificuldade, porque a gente pode tirar a venda, eles não”, disse Gregório, pensativo.
A dupla veio acompanhada da consultora de vendas Kelle Pedreira, que se sentiu sensibilizada e afirmou que a exibição a fez refletir sobre as ações que ela faz diariamente, mas que não dá valor aos mínimos detalhes. “Essa exibição me forçou a usar mais a imaginação. Ela ajuda a despertar os sentidos que você nem percebe no dia a dia. Foi isso que eu achei interessante”, afirmou.
No total, dez municípios já receberam ações do projeto de extensão “Tecnologias Assistivas – um caminho para a inclusão”. “Nas oficinas, a gente ensina como fazer livros sensoriais, maquetes e escrever em braile em cartolinas. A gente utiliza basicamente materiais simples como tijolo, areia, algodão, isopor, caixa de fósforo, EVA, qualquer material para que eles possam sentir as texturas”, explicou Brenna Lee, uma das 6 monitoras do projeto e aluna do sexto bloco de Pedagogia na Uespi.
Para Rogéria Pereira, coordenadora do projeto e primeira deficiente visual a concluir mestrado no Piauí, as oficinas são uma forma de discutir as ações inclusivas que auxiliam no aprendizado de alunos com deficiência na sala de aula. “A universidade é um dos lugares que deve protagonizar essa inclusão, é o ambiente primordial para estudar, pesquisar e fazer isso que estamos fazendo, no sentido de atuar para uma sociedade mais inclusiva”, disse Rogéria. “O nosso carro chefe é trabalhar com a audiodescrição. Por isso que realizamos essa sessão hoje”, acrescentou.
A iniciativa é da Uespi, através da Pró-reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários (Prex) com o apoio do Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor). “Essa sessão extrapola os muros da universidade. É mais uma missão da Uespi sendo cumprida que é sensibilizar a população teresinense sobre o respeito às pessoas com algum tipo de deficiência”, disse o pró-reitor da Prex, Raimunto Dutra.