Três décadas de Jornalismo

Bom dia, boa tarde, boa noite. Para quem é de boa noite! E para você, que vai perder uns minutos do seu precioso tempo lendo esse artigo. Gostaríamos de encher o saco de vocês, amigos e amigas, com um pouco de história. A nossa. De três décadas dedicadas ao JORNALISMO.

Começamos a trabalhar na imprensa do Piauí em 1987, no Jornal O DIA, com a “mestra” Pandora Dourado [tu sumiu, mulher!], professora de Comunicação Social na UFPI na época e editora do primeiro caderno de Cultura [de fato] do Piauí. Éramos quatro: o saudoso Osório Júnior, o Garfield, que partiu muito cedo, e Paulo Barros, fotógrafo dos bons [e nosso primo], completavam o time.

Naquele mesmo ano, fomos nomeados por Bona Medeiros para trabalhar no Estado – entramos sem padrinho no serviço público, pela porta estreita do concurso [fomos aprovados em vários deles: PF, Correios, IBGE, INSS] e onde também trabalhamos até hoje, mesmo recebendo uma esmola de salário.

Em 1989, fomos para o Diário do Povo, com Luiz Brandão de editor-chefe, Rosenira Alves [a “repórter por inteiro”], Durvalino Leal e Raimundo Cazé [sanfoneiro de mão cheia] na editoria de Política. Lá começamos a ter contato com as assessorias.

Nessa época, muitos "medalhões" da imprensa mafrense [que já ganhavam e até hoje embolsam fortunas sem dar um prego numa barrar de sabão nos governos, prefeituras, enfim] viviam a criticar - em rodas regadas a cerveja, tabaco e outras ervas.
Assessores que começavam na profissão, mas que já viviam do suor do próprio rosto, eram tachados de "chapa branca". Parecia que assessoria era uma doença grave, uma aids, um câncer. 

Entre 1990 e 1993, passamos pela Fundação Antares, um “laboratório” onde aprendemos um bocado. E fizemos amigos. Às dezenas. Aliás, depois do conhecimento adquirido, essa é a melhor parte do cotidiano [lembra, Norma Meireles?]: a amizade, o companheirismo, o trabalho em equipe. 

Voltamos ao O DIA, quase dez anos mais tarde e menos de um mês depois de dispensados do trabalho anterior [porque um colega faltou ao plantão]. Do O DIA saímos sem entender o motivo e sem conseguir falar com o patrão. Fomos mandados para casa, mesmo tendo imunidade sindical, depois de oito anos... de vacas magras (até quatro meses sem salários), do ressurgimento... da morte do patriarca e da queda da diretora-presidente, a quem aprendemos a respeitar e somos amigos até hoje [amo você, Valcira!].

Nesse intervalo, foram vários os assessorados. Da agora para trás e que nós lembramos: Fundação Piauí Previdência, Iapep/Iaspi, Departamento de Estradas de Rodagem, Secretarias de Estado da Infraestrutura, do Interior e Assuntos Municipais, das Cidades, de Comunicação Social, de Segurança Pública e de Justiça.

Aprendemos e somos gratos a cada um deles - secretários de Estado, deputados estaduais, até a presidente da Cepisa [junto com a Indira].

Ajudamos a divulgar as ações, as gestões, os mandatos... de muita gente boa - vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores, secretários, diretores de órgãos, vice-governadores, governadores - que buscaram e sempre tiveram de nós a atenção e todos os espaços que precisaram nas páginas dos jornais [principalmente se o assunto era relevante] para chegar onde estão.

E o que importa se eles, lá de cima, não olham para trás, não lembram do passado e nem de quem os ajudou nessa escalada?
Fiquem em paz, senhoras e senhores. Vocês não nos devem. Nada. Fizemos [e faríamos ‘quase’ tudo outra vez] por dever de ofício. Sem cobrar nada, mas sem nunca ter feito sala para nenhum. Fazemos o nosso trabalho e pronto. Sem rapapé, sem babar nem puxar o saco. 

Três décadas de dedicação diária à informação, 30 longos e bem vividos anos, dos quais 29 de presença diária no plenário da Assembleia Legislativa, onde testemunhamos e guardamos boas lembranças. O que assistimos, publicamos nas páginas dos jornais e, agora mais recente, nas internet [embora haja passagens, acontecimentos que ninguém vivenciou, só nós, e que não podemos dividir com os nossos fiéis leitores]. 
Essas são as nossas maiores comendas: os amores e os filhos, que vieram com os cabelos brancos, as memórias desse tempo, a colaboração das fontes, o reconhecimento dos colegas e o respeito do leitor, da audiência, do público. 
À nossa meia dúzia de três ou quatro leitores e seguidores nas redes sociais... nosso muito, muito OBRIGADO! Mesmo.