Tal pai, Tal filha: Major segue os passos do pai no Corpo de Bombeiros

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 O pai muitas vezes é uma fonte de inspiração profissional para o filho, mas quando a filha decide seguir o caminho do pai, às vezes é um pouco estranho, principalmente quando o ambiente de trabalho do pai é dominado pelo sexo masculino. É o que aconteceu no Corpo de Bombeiros de Teresina, onde pai e filha dividem espaço entre os corredores da corporação. Bombeiro há 30 anos e pai de duas filhas, o coronel Nunes não imaginava que no futuro uma de suas filhas iria seguir sua profissão.

“Desde pequena a minha filha mais velha, Najra, me acompanhava durante os plantões, mesmo contra a vontade da mãe dela. Ela se divertia muito e observava o treinamento dos oficias. Chegava até a subir em uma corda utilizada no treinamento, onde muitos oficiais não conseguiam subir”, lembra o coronel.

A infância, da hoje major, Najra Nunes foi praticamente dentro da corporação, o dia a dia dos bombeiros era comum para ela, que na adolescência acabou seguindo a profissão. “Não foi bem aquele sonho, as coisas foram acontecendo. Depois de uma conversa com meu pai, acabei prestando o vestibular para oficial e passei”, conta Najra.

Apesar de muitas vezes o filho querer se espelhar no pai, Najra conta que essa convivência com o pai na profissão a ajudou na formação da sua própria personalidade. “Apesar de ter esse comparativo da filha do coronel, ele tem suas opiniões formadas e que, às vezes, divergem das minhas. Eu procurei sempre fazer as coisas com outra visão e construir minha própria linha de comando”, explica a major.

A promoção a patente de major aconteceu recentemente e Najra é a primeira mulher major na corporação. O pai conta que é um grande orgulho acompanhar a filha no seu crescimento. “Vejo essa convivência como algo positivo. É muito gratificante você vê sua placa de formatura e ao lado a da sua filha. Fico muito satisfeito”, conta o coronel orgulhoso.