Um protesto de servidores da Saúde, que tiveram descontos nos contracheques de junho (cujo pagamento começa a ser liberado amanhã, 29) prejudicou os trabalhos em vários hospitais e maternidades em Terresina. Pacientes com consultas marcadas para esta quarta-feira (28), inclusive gente que veio do interior, deixaram de ser atendidos por causa da manifestação de quem teve o pouco que ganha subtraído, mesmo indo trabalhar e registrando a frequência.
Os servidores da Secretaria de Estado da Saúde denunciam que o equipamento que registra o ponto eletrônico está com defeito, alterando a hora da entrada e da saída dos funcionários. Como consequência, a frequência dos funcionários não é registrada e automaticamente descontada no contracheque. aindignação era grande entre os trabalhadores, alguns com até R$ 1 mil de desconto de falta.
Segundo vários desses servidores, não é a primeira vez que o desconto acontece e que várias reclamações já foram apresentadas ao gestores das unidades de saúde, mas nada foi feito.
Em nota, o Governo do Estado não deu qualquer satisfação sobre a possível pane no equipamento, apenas justificou que os descontos nos contracheques foram provocados por atrasos e faltas desses servidores.
Os descontos aconteceram na Maternidade Dona Evangelina Rosa e nos Hospital Getúlio Vargas (HGV), Hospital Infantil Lucídio Portela (HILP) e o Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, em Teresina.
Além dos funcionários, que amargaram perdas salariais de mais de R$ 250 reais, em muitos casos, o protesto provocou indignação de quem teve que voltar para casa sem se consultar. Pessoas que viajaram do interior e não foram atendidas.