Servidores do Iapep discutem reforma

A criação do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor do Estado do Piauí e da Superintendência

 A criação do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor do Estado do Piauí e da Superintendência de Previdência do Estado, contida na reforma administrativa proposta pelo Governo do Estado, foi debatida nesta segunda-feira (13), durante uma reunião com os servidores do Instituto de Assistência e Previdência do Estado com o diretor-geral do órgão, Marcos Steiner Mesquita.

Durante mais de duas horas, os servidores colocaram as suas dúvidas e reivindicações, que também serão levadas aos deputados estaduais, durante audiência pública, na próxima quarta-feira (15), às 9 horas, na Comissão de Administração Pública e Política Social da Assembleia Legislativa.

Para um auditório lotado, Marcos Steiner fez uma breve exposição das mensagens que tratam da extinção do Instituto, que passa a se chamar IASPI, responsável somente pela assistência à saúde do servidor, gerindo o Iapep-Saúde e o Plamta. Como o próprio nome diz, a Superintendência de Previdência do Estado ficará encarregada da outra parte, relacionada às aposentadorias e pensões, inclusive com a missão de capitalizar o Fundo de Previdência.

O presidente do Sindicato dos Servidores do Iapep, Sebastião Teixeira, iniciou os questionamentos ao diretor, conclamando a categoria a comparecer à audiência da quarta-feira. Além de reivindicar a inclusão na reforma da criação do Plano de Cargos, Carreira e Salários do Iapep, os servidores cobraram o reajuste imediato do valor do ticket alimentação, que estaria defasado e sem nenhum aumento há anos.

Foram muitas as dúvidas em relação às propostas, principalmente sobre a situação dos servidores com a desvinculação da saúde da previdência, inclusive a garantia dos direitos e vantagens para os que vão continuar no IASPI e para os que vão atuar na Superintendência de Previdência após a aprovação da reforma. Também foi sugerida a inserção de mecanismos de segurança para fiscalização e controle de gestão nos dois órgãos.

“Precisamos ter a garantia de que os direitos dos servidores serão mantidos, seja no Iaspi ou na Superintendência. Queremos que a reforma inclua o nosso plano de cargos, para reparar uma injustiça. O servidor do Iapep sempre foi esquecido, perdeu a capacidade de se indignar. O momento é esse. Precisamos fazer com que a criação do nosso plano de cargos e salários seja incluída na votação dessa reforma”, defendeu Espirito Santo, servidora do Iapep.