A Polícia Civil prendeu na quarta-feira (11) três pessoas suspeitas de matar, esquartejar, comer e enterrar partes dos corpos de ao menos três mulheres em Garanhuns, no agreste pernambucano. O trio confessou os crimes, segundo a polícia.
Os suspeitos moravam juntos e tiveram a casa incendiada ontem, o que pode prejudicar as investigações.
Os detalhes do primeiro homicídio foram contados em um livro de 48 páginas escrito e registrado em cartório por um dos suspeitos, Jorge Negromonte da Silveira, 51.
Ele é casado com Isabel Cristina Torreão Pires da Silveira, 51, e amante de Bruna Cristina Oliveira da Silva, 25.
Uma menina de cinco anos vivia com eles e presenciou os dois crimes mais recentes, segundo a polícia. Ela seria filha da primeira vítima, Jéssica, morta em 2008, em Olinda (PE), aos 17 anos.
Jorge teria usado o nome do irmão para registrar a criança como sua filha na Paraíba.
Em depoimento, os suspeitos disseram que, um ano após a morte de Jéssica, jogaram seus ossos em um terreno baldio. A polícia acredita que eles não serão achados.
Segundo a polícia, a família de Jéssica confirma que a jovem e sua filha estavam desaparecidas desde 2008.
No livro, a amante de Jorge, Bruna, aparece com o nome de Jéssica, porque usava a identidade da vítima.
"Ao olhar para o corpo já sem vida da adolescente do mal, sinto um alívio. Pego uma lâmina e começo a retirar toda a sua pele, e logo depois a divido. Eu, Bel e Jéssica nos alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação, e o resto eu enterro no nosso quintal", diz um trecho.
Segundo a polícia, o texto foi registrado em 28 de março deste ano com o título "Revelações de um esquizofrênico".
Ontem, a polícia encontrou os corpos esquartejados de Gisele Helena da Silva, 31, e Alexandra Falcão, 20, enterrados no quintal da casa dos suspeitos, em Garanhuns (234 km de Recife). As duas tinham desaparecido no começo deste ano.
Para atrair as vítimas, o trio oferecia um emprego de babá, segundo a polícia.
O delegado Wesley Fernandes chegou aos suspeitos após eles usarem o cartão de crédito de Gisele. "Inicialmente eles negavam o tempo todo, mas a criança falou. Ela viu tudo. Contou detalhes. Disse que o pai tinha mandado elas para o inferno."
Depois que a menina falou, Isabel indicou onde estavam os corpos, diz a polícia. De acordo com o delegado, os suspeitos contaram que retiraram o coração e o fígado das duas mulheres e que comeram os fígados.
Em depoimento, os suspeitos disseram fazer parte de uma seita chamada Cartel. "Eles escolhiam as vítimas sob comando de uma entidade [espiritual] que dizia que as vítimas não prestavam e estavam superpovoando a Terra", disse o delegado.
Os três estão presos e, segundo a polícia, ainda não têm advogado.
De acordo com o delegado Wesley Fernando, que está à frente das investigações, o crime choca até mesmo quem já está acostumado a enfrentar casos bárbaros. “O estado dos corpos localizados é algo indescritível. Antes de serem enterradas, elas foram cortadas em pedaços e colocadas numa cova com cerca de um metro e meio de profundidade. Uma das jovens foi enterrada, inclusive, com a própria Certidão de Nascimento”, disse ele, lembrando que uma delas estava desaparecida desde o último dia 25 de fevereiro e a outra desde o dia 12 de março.
O CASO Após a notificação do desaparecimento de Giselly Helena da Silva, conhecida como “Geisa dos Panfletos” (desaparecida desde o dia 25 de fevereiro), a polícia começou as investigações referentes ao caso. O que chamou a atenção da polícia é que, mesmo desaparecida, Giselly Helena estaria fazendo compras em lojas da cidade, usando o cartão de crédito, já que as faturas continuaram chegando na residência dos pais.
De posse dessa informação e com a fatura do cartão da vítima, a polícia foi até os estabelecimentos apontados onde as compras haviam sido feitas e, através de gravações das câmeras de segurança desses locais, conseguiu identificar três pessoas envolvidas. Os acusados - Jorge Negromonte, Isabel Pereira e Jéssica Camila que, segundo a polícia, formariam um triângulo amoroso - foram localizados e detidos. Eles negaram participação no crime, mas, na delegacia, Isabel Pereira confessou que, além de utilizar os cartões de crédito da vítima, eles teriam esquartejado a jovem e enterrado no quintal de casa.
“Quando chegamos até a casa, uma criança de apenas cinco anos – filha dos acusados Jéssica e Jorge – mostrou à polícia onde os pais enterravam gente”, disse o delegado. Para a surpresa da polícia, com o início das escavações no quintal da casa, outro corpo também foi localizado na cova. Trata-se de Alexandra da Silva Falcão, 20 anos, que estava desaparecida desde o dia 12 de março de 2012. Quando questionada sobre o motivo que teria levado o trio a matar as jovens, Isabel Pereira desconversou e disse ser guiada por vozes. “Segundo Isabel, eles estariam procurando uma terceira vítima’, finalizou o delegado.
Os suspeitos moravam juntos e tiveram a casa incendiada ontem, o que pode prejudicar as investigações.
Os detalhes do primeiro homicídio foram contados em um livro de 48 páginas escrito e registrado em cartório por um dos suspeitos, Jorge Negromonte da Silveira, 51.
Ele é casado com Isabel Cristina Torreão Pires da Silveira, 51, e amante de Bruna Cristina Oliveira da Silva, 25.
Uma menina de cinco anos vivia com eles e presenciou os dois crimes mais recentes, segundo a polícia. Ela seria filha da primeira vítima, Jéssica, morta em 2008, em Olinda (PE), aos 17 anos.
Jorge teria usado o nome do irmão para registrar a criança como sua filha na Paraíba.
Em depoimento, os suspeitos disseram que, um ano após a morte de Jéssica, jogaram seus ossos em um terreno baldio. A polícia acredita que eles não serão achados.
Segundo a polícia, a família de Jéssica confirma que a jovem e sua filha estavam desaparecidas desde 2008.
No livro, a amante de Jorge, Bruna, aparece com o nome de Jéssica, porque usava a identidade da vítima.
"Ao olhar para o corpo já sem vida da adolescente do mal, sinto um alívio. Pego uma lâmina e começo a retirar toda a sua pele, e logo depois a divido. Eu, Bel e Jéssica nos alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação, e o resto eu enterro no nosso quintal", diz um trecho.
Segundo a polícia, o texto foi registrado em 28 de março deste ano com o título "Revelações de um esquizofrênico".
Ontem, a polícia encontrou os corpos esquartejados de Gisele Helena da Silva, 31, e Alexandra Falcão, 20, enterrados no quintal da casa dos suspeitos, em Garanhuns (234 km de Recife). As duas tinham desaparecido no começo deste ano.
Para atrair as vítimas, o trio oferecia um emprego de babá, segundo a polícia.
O delegado Wesley Fernandes chegou aos suspeitos após eles usarem o cartão de crédito de Gisele. "Inicialmente eles negavam o tempo todo, mas a criança falou. Ela viu tudo. Contou detalhes. Disse que o pai tinha mandado elas para o inferno."
Depois que a menina falou, Isabel indicou onde estavam os corpos, diz a polícia. De acordo com o delegado, os suspeitos contaram que retiraram o coração e o fígado das duas mulheres e que comeram os fígados.
Em depoimento, os suspeitos disseram fazer parte de uma seita chamada Cartel. "Eles escolhiam as vítimas sob comando de uma entidade [espiritual] que dizia que as vítimas não prestavam e estavam superpovoando a Terra", disse o delegado.
Os três estão presos e, segundo a polícia, ainda não têm advogado.
De acordo com o delegado Wesley Fernando, que está à frente das investigações, o crime choca até mesmo quem já está acostumado a enfrentar casos bárbaros. “O estado dos corpos localizados é algo indescritível. Antes de serem enterradas, elas foram cortadas em pedaços e colocadas numa cova com cerca de um metro e meio de profundidade. Uma das jovens foi enterrada, inclusive, com a própria Certidão de Nascimento”, disse ele, lembrando que uma delas estava desaparecida desde o último dia 25 de fevereiro e a outra desde o dia 12 de março.
O CASO Após a notificação do desaparecimento de Giselly Helena da Silva, conhecida como “Geisa dos Panfletos” (desaparecida desde o dia 25 de fevereiro), a polícia começou as investigações referentes ao caso. O que chamou a atenção da polícia é que, mesmo desaparecida, Giselly Helena estaria fazendo compras em lojas da cidade, usando o cartão de crédito, já que as faturas continuaram chegando na residência dos pais.
De posse dessa informação e com a fatura do cartão da vítima, a polícia foi até os estabelecimentos apontados onde as compras haviam sido feitas e, através de gravações das câmeras de segurança desses locais, conseguiu identificar três pessoas envolvidas. Os acusados - Jorge Negromonte, Isabel Pereira e Jéssica Camila que, segundo a polícia, formariam um triângulo amoroso - foram localizados e detidos. Eles negaram participação no crime, mas, na delegacia, Isabel Pereira confessou que, além de utilizar os cartões de crédito da vítima, eles teriam esquartejado a jovem e enterrado no quintal de casa.
“Quando chegamos até a casa, uma criança de apenas cinco anos – filha dos acusados Jéssica e Jorge – mostrou à polícia onde os pais enterravam gente”, disse o delegado. Para a surpresa da polícia, com o início das escavações no quintal da casa, outro corpo também foi localizado na cova. Trata-se de Alexandra da Silva Falcão, 20 anos, que estava desaparecida desde o dia 12 de março de 2012. Quando questionada sobre o motivo que teria levado o trio a matar as jovens, Isabel Pereira desconversou e disse ser guiada por vozes. “Segundo Isabel, eles estariam procurando uma terceira vítima’, finalizou o delegado.