Sai Francisco e entra Florentino, mas é Assis que continua mandando na Saúde

Coube ao secretário de Estado da Saúde, médico Francisco Costa, anunciar aos jornalistas o motivo das várias reuniões desta quarta-feira (3), no Palácio de Karnak, que trataram das mudanças no primeiro escalão do governo, que devem ser anunciadas agora no começo de maio. O governo vai trocar seis por meia dúzia, isto é, sai Francisco e entra “Chico”.

O governador Wellington Dias se trancou com o presidente da Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares (Fepiserh), deputado Pablo Santos (PMDB), e com o secretário Francisco Costa.  Depois, com o ex-prefeito de Parnaíba, Florentino Neto.

Na saída, Costa revelou que Florentino vai mesmo substitui-lo na Saúde. E ele assume a Agespisa, empresa  em processo de subconcessão à iniciativa privada, numa licitação que acabou judicializada e deve ser decidida no Supremo Tribunal Federal.

Francisco ou Florentino... a Saúde continua sendo indicação do deputado federal Assis Carvalho.  A “mudança” já vinha sendo anunciada há mais de um mês, mas nenhuma autoridade do Executivo confirmava.

A troca de comando vai servir apenas para acomodar a liderança petista - que mesmo favorito e com a máquina da prefeitura na mão foi derrotado nas eleições de outubro do ano passado pelo ex-governador Mão Santa, com apoio do sobrinho, também ex-governador Zé Filho.

Oeiras

Resolvido mais esse imbróglio, o governador tem mais um abacaxi para descascar nos próximos dias: acalmar os "boca-preta", liderados pelo ex-prefeito de Oeiras, B. Sá. Que reivindicam uma vaga na Assembleia Legislativa para o suplente Bessazinho, do PSB. Bessah Araújo Costa Reis Sá, o “Bessazinho”, é filho de B. Sá e obteve 17.988 (1,01%) nas eleições de 2014.

A posse de Bessazinho é tida como certa nos bastidores políticos e já provocou movimenação nos adversários de B. Sá em Oeiras. Inclusive do PT, que vai pressionar pela pose de Francisco Guedes. A oposição promete denunciar ao Supremo Tribunal Federal o que considera uma "ilegalidade" a presença de 17 suplentes em plenário. "Uma maioria ilegítima", como vem sendo chamada pelos poucos adverários do Paláciop de Karnak na Assembleia Legislativa.