Racha dentro do PT e do Progressistas sobre eleição na Alepi

Nem internamente os partidos da base governista estão se entendendo sobre a eleição para a presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Piauí. Há divergência dentro do Partido dos Trabalhadores e do próprio Progressistas sobre quem deve ser o presidente da Alepi, caso os partidos aliados não cheguem a um consenso e a disputa seja no voto.

No Progressistas, os deputados estaduais Wilson Brandão e Firmino Paulo não comungam com a posição do partido de indicar o deputado estadual Hélio Isaías como candidato a presidente. Wilson Brandão se mudou do PSB para o PP com a promessa de ser o candidato do partido a presidente da Alepi. Ao que parece, a presidência do Legislativo ficou só na promessa. 

Divergências também no PT  

Enquanto o presidente do PT no Piauí, deputado federal Assis Carvalho, anunciava, ao chegar no Real Palace Hotel para o Encontro Estadual do PT, que vai defender a candidatura de Hélio Isaías a presidente, o deputado estadual eleito Franzé Silva pregava a indicação de um nome do PT para assumir esse cargo.  

“Se é para organizar o Assembleia, dinamizar a Casa, o correto é que o nome seja do PT no primeiro biênio e para os próximos dois anos, que seja um nome do PP. Nós temos mais experiência e mostramos isso quando assumimos o governo em 2003, quando melhoramos todos os índices do Estado”, ressaltou Franzé.

O ex-secretário de Estado da Administração entende que, em relação ao comando do Legislativo, não se pode apenas trocar por trocar. E elogiou o trabalho que vem sendo executado pelo atual presidente, deputado Themístocles Filho”.

“Não é trocar por trocar, por isso, digo que se é para organizar a Alepi tem que ser um nome que apresente um projeto nesse sentido e que consiga convencer todos os deputados. O deputado Themístocles Filho vem fazendo uma excelente administração. Ele construiu o prédio anexo, desenvolveu a comunicação do parlamento que é respeitado em todo o Brasil, diferente de algumas casas legislativas, como a do Rio de Janeiro, onde deputados foram presos por condutas ilícitas”, lembrou o ex-secretário.

Franzé Silva avalia que até a eleição, em fevereiro, muita coisa vai acontecer, inclusive depois da posição do governador Wellington Dias, que será decisiva no processo.   “O governador é uma das maiores lideranças do nosso estado e tudo que ele diz deve ser considerado. Mas, até a eleição, ainda teremos muitos diálogos e eu acredito no consenso, no entendimento... isso é possível”, crê.

Já o médico Francisco Costa, também deputado eleito pelo PT, entende que a eleição na Assembleia Legislativa deve ser decidida pelos 30 deputados, que forças externas não devem influenciar na escolha do próximo presidente.

“Nós vamos lutar e buscar o acordo até o último momento. Seria bom para o Legislativo. Se não houve acordo, nós vamos para uma disputa, que deve ser saudável para o trabalho legislativo e para a base governista na Casa. Conversa bem avançada com o Progressistas, saber qual a proposta para o biênio.