No início da semana, seis trabalhadores da construção civil, naturais da cidade de Barras, 180km de Teresina, foram resgatados em condições análogas à escravidão no estado de São Paulo. O grupo entrou em contato com um dirigente da Central Sindical e Popular (CSP Consultas), que imediatamente denunciou o caso à Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo (STR-SP).
Segundo Atnágoras Lopes, dirigente da central, depois da denúncia, os operários foram ameaçados e tiveram que ser resgatados do alojamento por conta disso. Eles ainda não retornaram para a cidade de Barras e aguardam ações judiciais para garantia dos direitos trabalhistas em São Paulo.
"No final do ano passado houve um processo semelhante em Brasília, quando resgatamos um grupo de 36 operários da construção civil, em sua grande maioria do Piauí. Um dos seis trabalhadores desse caso de São Paulo pegou meu contato com um desses companheiros de Brasília e me deixou a par da situação.
Eles são contratados de uma subcontratada de uma construtora, a última vez que eles receberam dinheiro foi em novembro de 2013 e estão dormindo em um alojamento, onde têm que caminhar mais cerca de 2 Km para chegar ao restaurante onde foi acertado a \'bóia\'. Além disso, eles são seis trabalhadores, alojados em quarto com apenas cinco colchões, espalhados no chão", denuncia o dirigente sindical.
A falta de salários, as condições degradantes de alojamentos e alimentação, além dos assé-dios foram suficientes para que a denúncia fosse elaborada. Segundo Atnágoras, o SRT-SP fez contato com a empresa e está articulando uma audiência entres a CSP-Conlutas, que pro-tocolou a denúncia e a empresa responsável pela contratação dos trabalhadores. "Vamos aguardar até hoje, caso não sejam tomadas as providências cabíveis, vamos articular outras ações, no âmbito político e jurídico, para resolver a situação desses trabalhadores", afirma.
Francisco Jesus Brito, 32 anos, é um desses operários. Ele contou que o motivo da ida a São Paulo é a ausência de emprego na cidade de Barras. Francisco veio antes e chamou os demais, que são todos da mesma família. "Lá em Barras não tem trabalho. Aqui somos todos da mesma família: primos, cunhados. A nossa situação é ruim demais, me sinto magoado de ter vindo pra cá e ser ameaçado desse jeito", lamenta o operário.
Para Atnágoras Lopes, o problema deve começar a ser solucionado do foco, na cidade de onde se originam os casos. "Em alguma medida, faltam políticas públicas do município de Barras. Isso não é mera coincidência e é necessário que o poder público municipal aplique medidas de proteção aos trabalhadores que saem de seu município porque não encontram empregos", afirma o dirigente sindical, que ressalta ainda que essas políticas também devem ser aplicadas em âmbito nacional, através do Governo Federal.
Segundo Atnágoras Lopes, dirigente da central, depois da denúncia, os operários foram ameaçados e tiveram que ser resgatados do alojamento por conta disso. Eles ainda não retornaram para a cidade de Barras e aguardam ações judiciais para garantia dos direitos trabalhistas em São Paulo.
"No final do ano passado houve um processo semelhante em Brasília, quando resgatamos um grupo de 36 operários da construção civil, em sua grande maioria do Piauí. Um dos seis trabalhadores desse caso de São Paulo pegou meu contato com um desses companheiros de Brasília e me deixou a par da situação.
Eles são contratados de uma subcontratada de uma construtora, a última vez que eles receberam dinheiro foi em novembro de 2013 e estão dormindo em um alojamento, onde têm que caminhar mais cerca de 2 Km para chegar ao restaurante onde foi acertado a \'bóia\'. Além disso, eles são seis trabalhadores, alojados em quarto com apenas cinco colchões, espalhados no chão", denuncia o dirigente sindical.
A falta de salários, as condições degradantes de alojamentos e alimentação, além dos assé-dios foram suficientes para que a denúncia fosse elaborada. Segundo Atnágoras, o SRT-SP fez contato com a empresa e está articulando uma audiência entres a CSP-Conlutas, que pro-tocolou a denúncia e a empresa responsável pela contratação dos trabalhadores. "Vamos aguardar até hoje, caso não sejam tomadas as providências cabíveis, vamos articular outras ações, no âmbito político e jurídico, para resolver a situação desses trabalhadores", afirma.
Francisco Jesus Brito, 32 anos, é um desses operários. Ele contou que o motivo da ida a São Paulo é a ausência de emprego na cidade de Barras. Francisco veio antes e chamou os demais, que são todos da mesma família. "Lá em Barras não tem trabalho. Aqui somos todos da mesma família: primos, cunhados. A nossa situação é ruim demais, me sinto magoado de ter vindo pra cá e ser ameaçado desse jeito", lamenta o operário.
Para Atnágoras Lopes, o problema deve começar a ser solucionado do foco, na cidade de onde se originam os casos. "Em alguma medida, faltam políticas públicas do município de Barras. Isso não é mera coincidência e é necessário que o poder público municipal aplique medidas de proteção aos trabalhadores que saem de seu município porque não encontram empregos", afirma o dirigente sindical, que ressalta ainda que essas políticas também devem ser aplicadas em âmbito nacional, através do Governo Federal.