Se depender do otimismo do governador do Piauí, Wellington Dias, os servidores públicos podem ficar tranquilos de que o Estado vai honrar todos os compromissos com o funcionalismo, com prioridade para o pagamento da folha e da segunda parcela do 13º salário agora em dezembro.
Wellington Dias avisou: pagar o 13º concedeu uma entrevista no Palácio de Karnak, no final da manhã desta sexta-feira (9), depois de encontro a portas fechadas com o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas,
"Se não houver recursos para todas as despesas, vamos fazer o que fazemos em momentos duros: primeiro a folha de pagamento e garantir o funcionamento dos serviços e ter alguns recursos para investimentos. Qual é o lado bom? Já temos a solução do contrato do Finisa. Todo o trabalho e esforço é para não só fechar o ano, mas manter o calendário de pagamentos”, explicou.
Wellington Dias admitiu que o governo passar por um momento delicado. “Temos dificuldades e desafios. Confio em Deus e na nossa equipe. Vamos conseguir ter alternativas. Buscar um plano A, B e C, ou seja, uma luz no final do túnel. O secretário Rafael Fonteles tem um papel fundamental nisso. Ele coordenado isso com o Antônio Neto, que é do Planejamento. Temos um grupo de trabalho que nos apresenta condições de honrar a folha de pagamento, mas também, de manter as atividades em funcionamento”.
Sobre a reunião com o senador Ciro Nogueira, Wellington Dias adiantou que os dois trataram de definir um plano comum, de cronograma de ações junto ao Governo Federal para conseguir a liberação de recursos que a União deve ao Piauí. “Temos uma agenda com a Caixa Econômica Federal, com o Ministério da Integração”.
Dias também comentou a agenda política com Ciro Nogueira. “Eu disse a ele que já tínhamos tratado com a equipe sobre propostas que o Progressistas apresentou [na carta entregue no começo do mês, em Brasília]. Ele foi o interlocutor como presidente do partido, entregando algumas sugestões para considerarmos nas mudanças que queremos fazer com relação ao novo mandato”, lembrou
O Senado, ressaltou o governador, tem um papel importante na debate de temas na pauta de discussão em Brasília, como a reforma da Previdência. “A proposta não é viável. Há a necessidade de se trabalhar com área de cálculo atuarial e dentro dessa regra apresentar uma solução para agora e para o futuro. E outra coisa é com relação ao país gerar emprego. Conversei com o senador Marcelo Castro e Elmano Ferrer também para termos no Senado uma agenda dialogando com senadores", revelou o governador, que vai reunir a bancada federal, inclusive os novos deputados eleitos, para pedir o apoio para os pleitos do Piauí no Congresso e junto ao governo Bolsonaro.