Em pleno período eleitoral e a quatro meses do final do ano, o prefeito de Canto do Buriti, Marcos Nunes Chaves, o Marquinhos (PP), que é candidato à reeleição, encaminhou à Câmara Municipal, pedido de suplementação orçamentária de 50% do valor da receita estimada para todo o exercício de 2016. Desconfiado da proposta, o deputado Dr. Hélio Oliveira (PR) pediu ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público do Estado que fiscalizem os vários indícios de irregularidades no município, situado a 393 Km de Teresina. Entre as denúncias que chegam ao gabinete do deputado estão o pagamento de contracheques graciosos e a concessão de benefícios do Bolsa Família sem qualquer critério.
O deputado questionou com mais ênfase o pedido apresentado pelo prefeito Marquinhos, de suplementação de metade do valor do orçamento do município para este ano, sem qualquer fato o justifique – emergência, calamidade pública ou desastre.
“Há uma sinalização de que estejam acontecendo vários equivocos em Canto do Buriti. Não há nada que possa justiticar essa suplementação às vésperas de um processo eleitoral, nem a intimidação, as ameaças feitas aos vereadores pelo prefeito, principalmente a pressão que vem sendo feita à Câmara”, argumentou Dr. Hélio, lembrando que o prefeito cumpriu a promessa que fez aos vereadores, de suspender os atendimentos de saúde, depois que a Câmara pediu mais informações para liberar a autorização para a suplementação orçamentária.
Apesar de radicado há 30 anos em Parnaíba, o deputado Dr. Hélio Oliveira (PR) é filho de Canto do Buriti e tem dedicado atenção ao município, inclusive destinando recursos de emenda parlamentar, como a verba para a construção de uma praça. A obra acabou embargada pela prefeitura, sob o argumento de que o município dispunha de recursos para realizar os serviços. "Hoje, a prefeitura diz que não tem dinheiro nem para comprar remédio”.
O deputado comentou a carreata que aconteceu em Canto do Buriti, no final de semana, que reuniu mais de 500 veículos. “Se ele só vai pode gastar R$ 108 mil durate toda a campanha, mais dois eventos desse porte e o limite vai estar estourado". Segundo Dr. Hélio, a denuncia que circulou na cidade é que cada moto foi abastecida com R$ 20 de combustível, enquanto os carros receberam R$ 30,00.
“O prefeito não tem dinheiro para cumprir suas obrigações e pede um cheque em branco para a Câmara. Isso beira a irresponsabilidade. São 22 mil pessoas que necessitam de saúde, educação, segurança, por isso temos feitos nossas reivindicações e temos sido atendidos pelo Governo do Estado”, concluiu Dr. Hélio.