Paratletas do badminton ganham novas cadeiras de rodas adaptadas

A doação integra o projeto “Parabadminton – Superando Limites”, selecionado pelo Siespi

Atletas de parabadminton ganharam hoje novas cadeiras de rodas esportivas de padrão internacionalA doação foi feita pela Secretaria dos Esportes, que investiu R$ 60 mil. A ação foi viabilizada por meio do Siespi, programa do Governo do Estado executado pela Secretaria dos Esportes (Secepi), que segue ampliando oportunidades e fortalecendo o esporte piauiense.

A equipe de parabadminton do projeto vem se consolidando como referência na modalidade. Em 2023, os atletas conquistaram seis medalhas em campeonatos (três ouros, duas pratas e um bronze). Já em 2024, o desempenho foi ainda mais expressivo: 42 medalhas, sendo nove de ouro, 12 de prata e 21 de bronze, em competições regionais, estaduais e nacionais.

Foto: Ascom Secepi

A secretária dos Esportes, Josiene Campelo, destacou a importância do investimento para o desenvolvimento do paradesporto no estado. “Vamos trazer mais investimento para fortalecer ainda mais o badminton do nosso estado”, garantiu. 

Segundo Mauro Eduardo, secretário de Estado para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid), o investimento impacta diretamente no desempenho dos atletas, que estão entre os dez melhores do Brasil. "Fico muito feliz porque sabemos que o esporte é um instrumento de inclusão, de reabilitação e faz com que as pessoas com deficiência se sintam valorizadas”, destacou.

Resultados que confirmam o investimento

A entrega das cadeiras integra o projeto “Parabadminton – Superando Limites”, selecionado pelo Siespi. A proposta tem como foco promover a inclusão socioeconômica por meio do esporte, incentivando a autoestima e autonomia de pessoas com deficiência física ou motora, com idade entre 12 e 35 anos, desde iniciantes até atletas em nível competitivo.

Quem propôs o projeto foi a paratleta Laisa Santos, cadeirante e praticante da modalidade há mais de 12 anos. "No ano passado, estávamos com necessidade de novas cadeiras, inscrevemos o nosso projeto e fico muito feliz com essa aquisição”, disse.

 Laisa Santos, cadeirante e praticante da modalidade há mais de 12 anos (Foto: Ascom Secepi)

O técnico Rhuan Braz observou que o suporte institucional é decisivo para o avanço técnico dos atletas. “Todos eles têm potencial para chegar ainda mais longe. Sem essa ajuda, não conseguiríamos dar esse passo. Agradecemos demais por esse apoio e incentivo ao paradesporto”, afirmou.

Já a professora Mara Jordana destacou o impacto da iniciativa também no ambiente acadêmico. “Como qualquer esporte, o paradesporto precisa de investimento para que esses atletas avancem ainda mais, tanto dentro da universidade quanto pelo mundo afora. Eles ganham, a UFPI ganha e os estudantes também ampliam suas experiências com o esporte adaptado”, disse.

Cadeiras têm padrão internacional Foto: Ascom Secepi)