Enquanto a oposição ainda hoje comemora o que considera o “fim do governo mais desgraçado da história do Piauí”, os aliados do governador Wellington Dias minimizam os números da Pesquisa Instituto Amostragem, que registrou uma queda nas intenções de votos do candidato do PT à reeleição.
Nada que possa ser visto como um sinal de alerta, apenas a confirmação do que já apontavam outros institutos de pesquisas sobre o grande número de eleitores indecisos, segundo o presidente do PT no Piauí, deputado federal Assis Carvalho.
Assis atribui à grande quantidade de eleitores indecisos e de pessoas que afirmam vão votar nulo ou em branco neste início da campanha, os números da pesquisa divulgada na segunda-feira (20) pelo Amostragem.
“Início de campanha é assim mesmo”, explica. A pequena queda de Wellington, segundo Assis Carvalho, migraram para os percentuais de indecisos, brancos e nulos. E esses votos sempre se definem para quem tem as melhores propostas. “Aí o governador leva vantagem”.
Outro sinal positivo, elencado por Assis Carvalho como decisivo para a mudança dos números, é a aceitação da campanha pelo eleitor, demonstrada na recepção aos candidatos da coligação governista nos vários municípios já percorridos até aqui. A receptividade, segundo Assis Carvalho, tem sido excelente.
Para os analistas políticos, a queda de Wellington é conseqüências do discurso agressivo dos adversários, seja na tribuna da Assembleia Legislativa, seja nos palanques de campanha pelo Piauí a fora. Os adversários do "Índio" requentam denúncias para atacar, de maneira sistemática, a administração estadual.
O tom violento das falas da oposição, no entanto, não é ouvido por quem, de direito, deveria responder às graves acusações que são feitas e repetidas contra o Governo do Estado. Pelo sim, pelo não, a luz amarela se acendeu no comitê de campanha do PT e aliados. Algo precisa ser feito. E rápido. A campanha é curta. E o jogo político muda... como nuvem.