Operação prende 12 suspeitos dos assassinatos de seis adolescentes

Sete suspeitos já foram presos pelos policiais que ocupam a Favela da Chatuba, em Mesquita, nesta t

Doze suspeitos foram presos pelos policiais que ocupam a Favela da Chatuba, em Mesquita, nesta terça-feira. Cerca de 250 policiais participam da operação. Estão atuando na comunidade o Batalhão de Operações Especiais (Bope), o Batalhão de Choque (BPChq), o Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM), o Batalhão de Ações com Cães (BAC), a Coordenadoria de Inteligência, o 3º Comando de Policiamento de Área (CPA) e o 20º BPM (Mesquita).

Entre os presos estão Ricardo Sales da Silva, Mônica da Silva Francisco, e outro identificado como Beto Gorducho. Com eles, foram apreendidas grande quantidade de entorpecentes. Na Chatuba será implantada uma Companhia Destacada da Polícia Militar com 112 policiais. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança, a ocupação da comunidade será permanente. O Bope pediu, por meio de seu Twitter, que moradores da região realizem denúncias de locais com drogas, armas ou criminosos pelo telefone 2334-3983

Centenas de policias do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar ocuparam na madrugada desta terça-feira a favela da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense, com o apoio de fuzileiros navais. Parte do efetivo foi levada para a comunidade dentro de quatro blindados dos fuzileiros, que já deixaram a favela. A ação foi desencadeada após as oito mortes cometidas por traficantes da comunidade, no último fim de semana.

Os corpos de Victor Hugo da Costa, de 17 anos; Christian de França Vieira, de 19 anos; Patrick Machado de Carvalho, de 17 anos; Josias Searles, de 16 anos; Douglas Ribeiro da Silva, de 17 anos e Glauber Figueira Eugênio, de 17 anos, foram encontrados às margens da Rodovia Presidente Dutra, no bairro Jacutinga, nesta segunda-feira. Os cadáveres foram localizados nus, sob uma lona preta. As vítimas apresentavam sinais de tortura e marcas de tiro na cabeça.

No sábado, os seis amigos foram tomar banho de cachoeira em uma mata que dá acesso à Favela da Chatuba. As famílias dos jovens comunicaram o sumiço à polícia neste domingo. De acordo com parentes dos jovens, eles saíram de casa por volta das 15h de sábado para assistir a um campeonato de pipas no campo de instruções de Gericinó. De lá, elas foram à cachoeira.

Os assassinatos de seis jovens moradores de Nilópolis não foram os únicos. O pastor Alexandro Lima foi assassinado a tiros de fuzil neste sábado, enquanto fazia uma caminhada próximo ao Parque de Gericinó. Já o cadete da PM José Augusto foi executado na região no mesmo dia. Nenhuma das vítimas tinha antecedentes criminais.

Os suspeitos de comandar os assassinatos são os traficantes Juninho Cagão, Bola e Ratinho, todos da Favela da Chatuba