Ocorrida no último dia 11, a saída de Xico Sá ainda repercute na Folha de S. Paulo. Em texto publicado no domingo, 19, a ombudsman Vera Guimarães comentou o episódio e teceu críticas à postura adotada pelo jornal no episódio. Ela também demonstrou não ter aprovado o posicionamento do agora ex-colunista da casa.
Segundo Vera, a reação da secretaria de redação, em não publicar na seção de esportes o texto em que Xico declarava voto em Dilma Rousseff, “põe em xeque os critérios do que a Folha considera proselitismo político”. A ombudsman afirmou que o jornal “tropeçou ruidosamente” no caso envolvendo o articulista que, entre idas e vindas, ficou mais de 20 anos no veículo de comunicação.
No texto, a ombudsman ainda mencionou que para boa parte do público do jornal é nítido qual candidatura ou partido tem apoio de determinado colunista, mesmo que não se divulgue abertamente em quem se vai votar. “Qualquer leitor atento é capaz de identificar as preferências dos colunistas, escancaradas nas defesas que fazem de um determinado candidato ou nos ataques ao seu adversário”.
Ao recorrer ao posicionamento oficial da secretaria de redação da Folha, Vera mencionou que criticar ou elogiar determinado candidato não é considerado proselitismo político, diferentemente do que ocorre com textos que abertamente divulgam o voto e fazem campanha em prol de determinada legenda. “A regra foi estabelecida para prevenir que as colunas regulares do jornal se transformassem em palanques em época de eleição”.
A ideia da direção do impresso, entretanto, não obteve bons resultados, avaliou a ombudsman. “Além de não evitar o palanque, a norma caducou diante da multiplicação de colunistas e do acirramento da polarização partidária”, argumentou, antes de lembrar que, apesar do discurso, a Folha publicou texto do humorista Gregório Duvivier em que se divulgava o apoio à reeleição da presidente Dilma.
As críticas de Vera não ficaram restritas ao diário. Ela sinalizou desaprovar a atitude de Xico após pedir demissão. Na ocasião, o colunista usou o perfil que mantém no Twitter para disparar contra a “imprensa burguesa”. A ombudsman ressaltou que tentou contato com o jornalista desde a última quarta, 15, mas “não houve resposta”. Para ela, incomodou o articulista garantir, por meio das redes sociais, que teve de publicar mentiras enquanto foi repórter da Veja e da própria Folha.
A ombudsman encerrou o texto citando outra reclamação que o colunista fez no Twitter logo após acertar sua saída da Folha, a de que grandes jornais só investigam determinado lado da história e que um dia ele irá contar tudo o que sabe dos bastidores dessas redações. “Conte mesmo, Xico. Insinuações vagas não melhoram o jornalismo, pioram a política e mancham sua biografia”, escreveu Vera.
Segundo Vera, a reação da secretaria de redação, em não publicar na seção de esportes o texto em que Xico declarava voto em Dilma Rousseff, “põe em xeque os critérios do que a Folha considera proselitismo político”. A ombudsman afirmou que o jornal “tropeçou ruidosamente” no caso envolvendo o articulista que, entre idas e vindas, ficou mais de 20 anos no veículo de comunicação.
No texto, a ombudsman ainda mencionou que para boa parte do público do jornal é nítido qual candidatura ou partido tem apoio de determinado colunista, mesmo que não se divulgue abertamente em quem se vai votar. “Qualquer leitor atento é capaz de identificar as preferências dos colunistas, escancaradas nas defesas que fazem de um determinado candidato ou nos ataques ao seu adversário”.
Ao recorrer ao posicionamento oficial da secretaria de redação da Folha, Vera mencionou que criticar ou elogiar determinado candidato não é considerado proselitismo político, diferentemente do que ocorre com textos que abertamente divulgam o voto e fazem campanha em prol de determinada legenda. “A regra foi estabelecida para prevenir que as colunas regulares do jornal se transformassem em palanques em época de eleição”.
A ideia da direção do impresso, entretanto, não obteve bons resultados, avaliou a ombudsman. “Além de não evitar o palanque, a norma caducou diante da multiplicação de colunistas e do acirramento da polarização partidária”, argumentou, antes de lembrar que, apesar do discurso, a Folha publicou texto do humorista Gregório Duvivier em que se divulgava o apoio à reeleição da presidente Dilma.
As críticas de Vera não ficaram restritas ao diário. Ela sinalizou desaprovar a atitude de Xico após pedir demissão. Na ocasião, o colunista usou o perfil que mantém no Twitter para disparar contra a “imprensa burguesa”. A ombudsman ressaltou que tentou contato com o jornalista desde a última quarta, 15, mas “não houve resposta”. Para ela, incomodou o articulista garantir, por meio das redes sociais, que teve de publicar mentiras enquanto foi repórter da Veja e da própria Folha.
A ombudsman encerrou o texto citando outra reclamação que o colunista fez no Twitter logo após acertar sua saída da Folha, a de que grandes jornais só investigam determinado lado da história e que um dia ele irá contar tudo o que sabe dos bastidores dessas redações. “Conte mesmo, Xico. Insinuações vagas não melhoram o jornalismo, pioram a política e mancham sua biografia”, escreveu Vera.