Repercutiu ontem na mídia brasileira, o assassinato do jovem, Guilherme Silva Neto, de 20 anos, pelo próprio pai, o engenheiro Alexandre José da Silva Neto, o motivo seria a participação do jovem nas ocupações escolares contra a PEC 55 e participação em movimentos sociais, o pai não aceitava o envolvimento do filho nos protestos. O crime aconteceu na cidade de Goiânia, o engenheiro depois de matar o filho se suicidou.
Mas como esses jovens que participam de movimentos sociais são tratados pelos familiares? Como é deixar a vida confortável na família e correr riscos lutando pelo bem da coletividade, por valores éticos, de igualdade, de respeito? Existe criminalização dos movimentos sociais por parte da grande mídia e ou outros setores?
Para Thaís Guimarães, estudante do 7º período de jornalismo e que faz parte do movimento que está ocupando a reitoria da Ufpi contra a PEC 55, existe sim um discurso de ódio no Brasil contra os movimentos sociais.
Sim existe preconceito, existe ódio, isso é claro. O que aconteceu com o Guilherme ( jovem morto pelo pai) nada mais é do que um retrato de discurso de ódio que existe no país, que é reproduzido por seguidores da extrema direita, quantos Guilhermes ainda morrem ou poderão morrer vítimas desse discurso de ódio que tem aumentado nos últimos anos no país?
A estudante diz que, felizmente, a relação de todos que participam do Movimento Ocupa UFPI com suas famílias é de apoio.
“A relação que eu tenho com meus familiares é tranquila, principalmente por parte da minha mãe. No geral, o que existe muito é apreensão por parte dos pais de quem faz parte do movimento, pois quem participa de movimentos sociais é criminalizado e corre riscos de morte por parte do estado, da polícia ou dos setores mais conservadores da sociedade, existe apreensão por parte dos pais, acho que é um sentimento comum por alguém que ama seus filhos”, afirma Thaís Guimarães.
Longe do discurso de ódio, no campus do Instituto Federal do Piauí (IFPI), dona Maria Carmélia, mãe do aluno João Pedro, desde o começo das ocupações tem ido até o local para apoiar a causa e abraçar o filho.