O 'pais tropical' virou terra de ninguém

Amigas, amigos... A eleição do próximo domingo [28/10/2018] não será uma disputa eleitoral normal entre um partido e outro. Muito mais que isso. Serão direitos constitucionais, individuais, coletivos, trabalhistas, sociais, a liberdade de expressão, de escolha... a sua vida que estará em jogo.

Infelizmente muitos do nossos familiares, amigos, cidadãos brasileiros como nós, levam a coisa na brincadeira, na galhofa. Poderão se arrepender amargamente mais adiante. Aí já será tarde demais.

Não sou PT, não sou Lula. Sou brasileiro e que quero o melhor para o meu país. Porque amanhã serão meus filhos que vão pagar pelos meus erros. Eles não têm culpa se o Lula está preso, se o PT roubou; se Cunha, Aécio, Jucá, Temer fizeram o mesmo e estão livres e impunes.

Serão as novas gerações, nossos filhos, netos, as vítimas dos nossos descaminhos. Será que temos o direito de deixar para eles essa herança maldita?

Penso neles quando digo que o Jair é, sim, uma ameaça a todas essas pessoas - bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos - inclusive as que apoiam seu projeto de poder, fundamentado na disseminação do terror, na pregação do ódio, na arma como antídoto para a violência.

Bala perdida é como doença: não escolhe idade, sexo, raça, cor, religião... mata miserável, pobre, emergente, rico, com a mesma letalidade do discurso preconceituoso, racista, homofóbico, misógino que o país teve desprazer de ver e ouvir nesses dias de campanha, onde prevaleceu a incerteza e o medo.

Somos dois lados da mesma moeda. O país tropical virou terra de ninguém.