Uma análise preliminar dos registros feitos pela Polícia Técnica do Instituto Médico Legal (IML) de São Luís, no último mês de janeiro, relativos aos corpos que deram entrada na sala de necropsia do local, revelam uma incidência bastante superior de homicídios, em comparação com os casos de acidentes de trânsito. Com base do que consta do livro de ocorrências da permanência do IML foram 64 assassinatos causados por disparos de arma de fogo, perfurações de arma branca e agressões físicas. No mesmo período, registraram-se 35 vítimas fatais de acidentes de trânsito, por colisões de veículos ou atropelamentos.
Deve-se esclarecer que os registros da Polícia Técnica designam a procedência de onde os corpos foram recolhidos para necropsia pelos médicos legistas do IML. Dessa forma, alguns dos casos registrados, sendo procedentes de hospitais, podem se referir a ocorrências fora da Região Metropolitana de São Luís, mas que foram encaminhados às casas de saúde da capital.
HOMICÍDIOS
Em relação aos homicídios, a maioria absoluta (65 %) foi provocada por arma de fogo, totalizando 42 ocorrências. Das vítimas que não resistiram aos ferimentos causados por golpes de arma branca, foram 15 os casos registrados, enquanto 7 pessoas morreram em razão de terem sofrido agressões físicas.
Chama a atenção que as vítimas eram todas do sexo masculino, devendo-se considerar que apenas um registro não trazia informações a esse respeito. Com exceção de três ocorrências sem especificação de idade, pois os corpos não chegaram a ser identificados, mais de 62 % dos casos registrados em janeiro para necropsia eram de jovens: 7 ainda não tinham atingido os 21 anos, outros 31 se encontravam entre essa idade e os 30 anos. De todas as faixas etárias, a maior incidência de mortes violentas, 11 no total, foi de pessoas que contavam 22 anos de idade.
Das vítimas de homicídio registradas pela Polícia Técnica, 33 chegaram a receber atendimento médico, sempre em hospitais públicos. Isso representa pouco mais da metade do total de ocorrências. Os demais corpos foram recolhidos diretamente dos locais onde ocorreram os crimes.
O centro médico que mais recebeu vítimas foi o Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), no Centro, onde deram entrada 21 dos incidentes fatais registrados naquele mês. De lá foram encaminhados ao IML os dois casos mais jovens, que tinham 16 anos ao morrer, e o mais velho, aos 72 anos, todos assassinados por tiros. Do Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão II), na Cidade Operária, 10 corpos seguiram para a necropsia, além de outras duas vítimas procedentes, cada uma, das Unidades Mistas da Raposa e de Bacabeira.
Ludgero Ferreira, de 71 anos, baleado no bairro Janaína no dia 24, sequer deu entrada em uma casa de saúde, sendo encaminhado ao IML pela própria ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).
ACIDENTES DE TRÂNSITO
Dentre as 35 vítimas de acidentes fatais de trânsito registradas no IML em janeiro, mais da metade foi socorrida nos dois principais hospitais públicos da capital. A maioria (18) recebeu atendimento médico no serviço de urgência do Socorrão II, enquanto 4 pessoas foram recolhidas no necrotério do Socorrão I, e uma pessoa foi atendida no Hospital da Raposa. Muitos dos casos chegaram a essas casa de saúde vindos de outros municípios do estado.
Foi do Socorrão II que Daniel Fernandes da Costa Melo, de 5 anos, morto em 26 de janeiro, foi encaminhado para os exames periciais por médicos legistas, assim como Elias Ferreira dos Santos, de 89 anos, vitimado no dia 11. Nesse período, eles foram, respectivamente, a vítima mais jovem e a mais velha, conforme informações do livro de ocorrências.
A Polícia Técnica também registrou a entrada de três mulheres na sala de necropsia do IML. Uma dessas vítimas, Geliane Rodrigues da Silva, de 27 anos, foi necropsiada em 23 de janeiro. A julgar pela quantidade de registros de acidentes fatais, esse foi o dia mais violento daquele mês, com quatro ocorrências.
Ao contrário do que se verificou em relação aos homicídios, a maioria dos acidentes fatais de trânsito registrados, em número de 22, correspondendo a quase 63 % dos casos, envolveu pessoas com idade superior aos 30 anos.
OUTRAS OCORRÊNCIAS
Além das ocorrências de homicídios e acidentes fatais de trânsito, os registros da Polícia Técnica do IML trazem casos de mortes provocadas por afogamento (4), acidente vascular cerebral (1), descarga elétrica de alta tensão (5), desabamento de muro sobre pessoa (1), queda (3), parada cardio-respiratória (1), acidente de trabalho (1), e sete mortes que não tiveram as causas esclarecidas, embora quatro desses corpos tenham sido provenientes de hospitais. Ainda foi registrada a ocorrência de uma criança natimorta, filha de uma presidiária da Penitenciária de Pedrinhas, e um feto, de cerca de sete meses, abandonado sob uma ponte na Estrada da Maioba.
Deve-se esclarecer que os registros da Polícia Técnica designam a procedência de onde os corpos foram recolhidos para necropsia pelos médicos legistas do IML. Dessa forma, alguns dos casos registrados, sendo procedentes de hospitais, podem se referir a ocorrências fora da Região Metropolitana de São Luís, mas que foram encaminhados às casas de saúde da capital.
HOMICÍDIOS
Em relação aos homicídios, a maioria absoluta (65 %) foi provocada por arma de fogo, totalizando 42 ocorrências. Das vítimas que não resistiram aos ferimentos causados por golpes de arma branca, foram 15 os casos registrados, enquanto 7 pessoas morreram em razão de terem sofrido agressões físicas.
Chama a atenção que as vítimas eram todas do sexo masculino, devendo-se considerar que apenas um registro não trazia informações a esse respeito. Com exceção de três ocorrências sem especificação de idade, pois os corpos não chegaram a ser identificados, mais de 62 % dos casos registrados em janeiro para necropsia eram de jovens: 7 ainda não tinham atingido os 21 anos, outros 31 se encontravam entre essa idade e os 30 anos. De todas as faixas etárias, a maior incidência de mortes violentas, 11 no total, foi de pessoas que contavam 22 anos de idade.
Das vítimas de homicídio registradas pela Polícia Técnica, 33 chegaram a receber atendimento médico, sempre em hospitais públicos. Isso representa pouco mais da metade do total de ocorrências. Os demais corpos foram recolhidos diretamente dos locais onde ocorreram os crimes.
O centro médico que mais recebeu vítimas foi o Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), no Centro, onde deram entrada 21 dos incidentes fatais registrados naquele mês. De lá foram encaminhados ao IML os dois casos mais jovens, que tinham 16 anos ao morrer, e o mais velho, aos 72 anos, todos assassinados por tiros. Do Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão II), na Cidade Operária, 10 corpos seguiram para a necropsia, além de outras duas vítimas procedentes, cada uma, das Unidades Mistas da Raposa e de Bacabeira.
Ludgero Ferreira, de 71 anos, baleado no bairro Janaína no dia 24, sequer deu entrada em uma casa de saúde, sendo encaminhado ao IML pela própria ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).
ACIDENTES DE TRÂNSITO
Dentre as 35 vítimas de acidentes fatais de trânsito registradas no IML em janeiro, mais da metade foi socorrida nos dois principais hospitais públicos da capital. A maioria (18) recebeu atendimento médico no serviço de urgência do Socorrão II, enquanto 4 pessoas foram recolhidas no necrotério do Socorrão I, e uma pessoa foi atendida no Hospital da Raposa. Muitos dos casos chegaram a essas casa de saúde vindos de outros municípios do estado.
Foi do Socorrão II que Daniel Fernandes da Costa Melo, de 5 anos, morto em 26 de janeiro, foi encaminhado para os exames periciais por médicos legistas, assim como Elias Ferreira dos Santos, de 89 anos, vitimado no dia 11. Nesse período, eles foram, respectivamente, a vítima mais jovem e a mais velha, conforme informações do livro de ocorrências.
A Polícia Técnica também registrou a entrada de três mulheres na sala de necropsia do IML. Uma dessas vítimas, Geliane Rodrigues da Silva, de 27 anos, foi necropsiada em 23 de janeiro. A julgar pela quantidade de registros de acidentes fatais, esse foi o dia mais violento daquele mês, com quatro ocorrências.
Ao contrário do que se verificou em relação aos homicídios, a maioria dos acidentes fatais de trânsito registrados, em número de 22, correspondendo a quase 63 % dos casos, envolveu pessoas com idade superior aos 30 anos.
OUTRAS OCORRÊNCIAS
Além das ocorrências de homicídios e acidentes fatais de trânsito, os registros da Polícia Técnica do IML trazem casos de mortes provocadas por afogamento (4), acidente vascular cerebral (1), descarga elétrica de alta tensão (5), desabamento de muro sobre pessoa (1), queda (3), parada cardio-respiratória (1), acidente de trabalho (1), e sete mortes que não tiveram as causas esclarecidas, embora quatro desses corpos tenham sido provenientes de hospitais. Ainda foi registrada a ocorrência de uma criança natimorta, filha de uma presidiária da Penitenciária de Pedrinhas, e um feto, de cerca de sete meses, abandonado sob uma ponte na Estrada da Maioba.