Fiel escudeiro do atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado emedebista Themístocles Filho [quem não lembra dos pulos de felicidade dele com o resultado das eleições em 2015], o deputado estadual João Mádison Nogueira, reclamou do que considera “interferência externa” do presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, e do presidente do PT no Piauí, deputado federal Assis Carvalho, nos assuntos internos do parlamento estadual.
Em dia de pouco movimento nos corredores do Palácio Petrônio Portela, os deputados que apareceram para a sessão nesta segunda-feira (22) não se esquivaram de se manifestar sobre alguns dos assuntos que ganham mais espaço na mídia, como a eleição da Mesa Diretora, as mudanças de partido, o segundo turno das eleições presidenciais.
João Mádison entende como um direito de qualquer deputado de colocar o nome à disposição dos seus pares para uma disputa pela presidência da Assembleia. “Sabemos disso. É um direito legítimo tanto do Progressistas quanto do PT. Queremos saber se é a opinião dele [Welington Dias]. Até porque somos da base aliada. E o apoiamos. É diferente da eleição passada quando não o apoiamos. Agora estivemos do lado dele. Queremos apenas que o governador fique neutro e nos deixe trabalhar, é assunto interno. Já sabemos que o senador Ciro Nogueira e o deputado Assis Carvalho estão trabalhando para isso. É uma pena. Eles deveriam trabalhar pelo Senado e Câmara Federal, mas estão interferindo aqui. É um direito que eles têm de pensar que podem interferir, mas sempre buscamos o consenso. Vamos buscar dialogar. Os deputados nunca aceitam intervenção e poder de fora. Tanto que na última eleição o deputado Themístocles ganhou a eleição contra todos. Só os deputados estaduais. Os deputados não podemos esquecer que o voto é secreto", advertiu João Mádison.
Sobre o apoio do MDB a Fernando Haddad, João Mádison adiantou que o partido votou com Wellington Dias e Haddad não vai mudar agora no segundo turno. "Vou seguir a orientação do governador. Estivemos com o Haddad no primeiro turno e não temos porque mudar de opinião. É nos momentos difíceis que temos que ficar ao lado do governador. O governador foi muito importante na nossa eleição. Nos ajudou dentro do possível, levando o nome de todo o governo e de todos os candidatos. Não tem porque mudar de opinião. Iremos sim caminhar com o candidato do governador", garantiu o deputado.
Outro que apareceu e falou com os jornalistas foi o deputado Marden Menezes, que estaria de mudança do PSDB para o PP de Ciro Nogueira. O deputado desconversou sobre essa posibilidade, embora demonstre um grande desapontamento com as lideranças tucanas nas últimas eleições, como o próprio prefeito de Teresina, Firmini Filho, que trabalhou pela candidatos de Ciro ao invés de apoiar Wilson Martins.
Marden Menezes disse que vai ouvir as bases, os amigos para tomar uma decisão.