Lady Gaga é chamada de satânica por radicais indonésios

Ativistas islamitas participam de protesto em 29 de abril contra apresentação da americana Lady Gag

Uma organização islamita da Indonésia, país muçulmano de maior população do planeta, prometeu nesta quarta-feira (9) reunir milhares de partidários para perturbar a apresentação da estrela pop e ícone do movimento gay Lady Gaga, que é chamada de "satânica".

A Frente dos Defensores do Islã (FPI), conhecida pelo violentos ataques a bares e casas de massagem, anunciou que pretende reunir 30.000 manifestantes na capital Jacarta em 3 de junho, data do show da cantora, para impedir que ela manifeste sua "fé satânica", declarou à AFP o presidente da Frente, Salim Alatas. "Tem um estilo vulgar e seus objetos sexuais e indecentes vão destruir a moralidade de nossos filhos. É muito perigosa", disse.

O Conselho dos Ulemás, a maior instância religiosa islâmica na Indonésia, já havia criticado a visita da celebridade. "Peço a Lady Gaga que respeite nossa cultura e nossas tradições. A maioria das pessoas aqui é muçulmana e não podemos tolerar as roupas e as atuações sexy", declarou recentemente à AFP o chefe do conselho, Amudhan.

A Indonésia tem 240 milhões de habitantes, a maioria muçulmanos, que praticam em grande parte um islã moderado. Os 40.000 ingressos para o show foram vendidos em duas semanas.