Justiça obriga Flamengo a pagar pensão ao filho de Eliza Samudio

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Caso o pagamento não seja feito, haverá prazo de 10 dias para apresentação da rescisão contratual à Justiça. Ou seja, a suspensão do contrato não é suficiente para deixar de pagar os valores, como tem insistido o setor jurídico do Flamengo, que só se manifestará após ser notificado judicialmente.

Detido há nove meses por suspeita de participado da trama da morte de Eliza, o jogador não tem recebido salários. Seu contrato iria até dezembro de 2012. Solidária à situação de Bruno, a ex-esposa do goleiro, Dayanne Rodrigues, decidiu não acionar a Justiça para obter o mesmo benefício às duas filhas. O advogado Francisco Simim chegou a impetrar um pedido de extensão do benefício no TJRJ, mas a juíza orientou que fosse proposta ação independente.

Antes do envolvimento na trama do sumiço e possível morte de Eliza, Bruno levava uma vida de novo rico, ostentando apartamentos de luxo em bairros nobres do Rio de Janeiro, carros importados e propriedades valiosas. Mas a prisão e a suspensão contratual resultaram no corte de receitas, o que obrigou ao goleiro a anunciar a venda emergencial do sítio de Esmeraldas, que a polícia afirma ter sido cativeiro de Eliza, por R$ 800 mil. Suposto valor de mercado seria R$ 1,2 milhão. Três pessoas teriam manifestado interesse.