Juiz quer fechar CEM depois de nova rebelião

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Depois de mais de quatro horas de rebelião no Centro Educacional Masculino, no bairro Itaperu, na zona Norte de Teresina,  o juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude de Teresina, Antonio Lopes de Oliveira, defendeu o fechamento do CEM, alegando péssimas condições do local, uma escola que foi improvisada para receber alodescentes infratores.

Tropa de choque da PM do lado de fora do CEM (Foto: 180graus)
O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e o Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) inspecionaram as alas A, onde não houve rebelião, B, onde os 20 internos que se rebelaram queimaram cadeiras e capas de colchão.

“Este local é inadequado. A unidade não atende a demanda e há oito anos quando assumi esta vara, eu já dizia isso. Não dá para continuar assim. Aqui estão os internos mais graves, homicidas, latrocidas e estupradores de todo o Piauí e parte do Maranhão. A estrutura é pequena. Há uma boa equipe de educadores e de policiais, mas é insuficiente. O Estado tem que investir mais em segurança para estes menores”, afirmou o juiz da vara da

O diretor do CEM, Etevaldo de Sousa, explicou que já existe o projeto para construir uma nova unidade para abrigar os menores infratores. "Temos o terreno e parte do dinheiro. Agora estamos na parte burocrática de licitação. Esta nova unidade terá os padrões adequados”, diz o diretor que espera ainda este ano entregar a nova sede do Centro de Internação Provisória para 48 adolescentes que já tem 95% da obra concluída".