Relatório da Eletrobrás revela que a distribuição do Piauí é a 8ª no país que mais registra furto de energia, considerando as 61 das 63 distribuidoras que passaram pelo 2º ciclo de revisões tarifárias no período de 2007 a 2010.
Só no ano passado, foram registrados prejuízos na ordem de R$ 65,6 milhões a empresa por conta de desviado de energia elétrica, ou seja, o chamado “gato”, que é encontrado em todas as regiões do Estado.
Entre os envolvidos com os desvios, um fato que preocupa: somente três em cada dez estabelecimentos flagrados cometendo a infração aparecem para negociar dívida. O restante prefere ser indiciado na polícia. Em 2010, quase 100 inquéritos foram instaurados para investigar os desvios. Furto de energia é classificado como crime e o responsável pode ser condenado ao pagamento de multa ou detenção de até quatro anos, conforme o Código Penal Brasileiro.
"Todos os meses, abrimos uma média de mil processos contra desvios de energia elétrica. Desse total, apenas 30% são fechados negócios com os proprietários das residências e estabelecimentos flagrados com o \'gato\', o que consideramos um número ainda abaixo do esperado", disse José Anselmo, assessor técnico da diretoria Comercial da Eletrobrás distribuição Piauí.
Sobre os flagrantes, a Eletrobrás informa que todos os casos são levados para negociação. Mas, caso os proprietários dos estabelecimentos não queiram pagar o débito por conta dos furtos de energia, é encaminhado o auto para a polícia que abre inquérito policial. "Os casos mais complexos e que não tem negociação são abertos inquéritos e fica a cargo do delegado Francisco Costa, o Bareta, que é o chefe no Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Administração e Serviços Públicos", apontou o assessor.
O delegado Bareta não quis falar com a reportagem sobre número de indiciados no Piauí por roubo de energia. Porém, levantamento do Núcleo mostra que os maiores furtos estão relacionados a restaurantes, motéis, colégios e condomínios de luxo. "Mas, também aparece em bairros periféricos de Teresina, por exemplo, onde encontramos muitos \'gatos\' a olho nu", concluiu.
Geral
O prejuízo com perdas não-técnicas (consumo irregular) de energia elétrica atingiu o patamar de R$ 8,1 bilhões ao ano. Em energia, o valor corresponde a mais de 27 mil Gigawatts-hora (GW-h), aproximadamente 8% do consumo do mercado cativo elétrico brasileiro. Esse montante seria suficiente, por exemplo, para abastecer anualmente os 774 municípios atendidos pela CEMIG Distribuição e as 217 cidades com fornecimento da Companhia Energética do Maranhão (CEMAR).
Só no ano passado, foram registrados prejuízos na ordem de R$ 65,6 milhões a empresa por conta de desviado de energia elétrica, ou seja, o chamado “gato”, que é encontrado em todas as regiões do Estado.
Entre os envolvidos com os desvios, um fato que preocupa: somente três em cada dez estabelecimentos flagrados cometendo a infração aparecem para negociar dívida. O restante prefere ser indiciado na polícia. Em 2010, quase 100 inquéritos foram instaurados para investigar os desvios. Furto de energia é classificado como crime e o responsável pode ser condenado ao pagamento de multa ou detenção de até quatro anos, conforme o Código Penal Brasileiro.
"Todos os meses, abrimos uma média de mil processos contra desvios de energia elétrica. Desse total, apenas 30% são fechados negócios com os proprietários das residências e estabelecimentos flagrados com o \'gato\', o que consideramos um número ainda abaixo do esperado", disse José Anselmo, assessor técnico da diretoria Comercial da Eletrobrás distribuição Piauí.
Sobre os flagrantes, a Eletrobrás informa que todos os casos são levados para negociação. Mas, caso os proprietários dos estabelecimentos não queiram pagar o débito por conta dos furtos de energia, é encaminhado o auto para a polícia que abre inquérito policial. "Os casos mais complexos e que não tem negociação são abertos inquéritos e fica a cargo do delegado Francisco Costa, o Bareta, que é o chefe no Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Administração e Serviços Públicos", apontou o assessor.
O delegado Bareta não quis falar com a reportagem sobre número de indiciados no Piauí por roubo de energia. Porém, levantamento do Núcleo mostra que os maiores furtos estão relacionados a restaurantes, motéis, colégios e condomínios de luxo. "Mas, também aparece em bairros periféricos de Teresina, por exemplo, onde encontramos muitos \'gatos\' a olho nu", concluiu.
Geral
O prejuízo com perdas não-técnicas (consumo irregular) de energia elétrica atingiu o patamar de R$ 8,1 bilhões ao ano. Em energia, o valor corresponde a mais de 27 mil Gigawatts-hora (GW-h), aproximadamente 8% do consumo do mercado cativo elétrico brasileiro. Esse montante seria suficiente, por exemplo, para abastecer anualmente os 774 municípios atendidos pela CEMIG Distribuição e as 217 cidades com fornecimento da Companhia Energética do Maranhão (CEMAR).