Um grupo de famílias do povoado Rosário, município de Caraúbas do Piauí, a 272 km de Teresina, tem vivido um drama, que já dura quase cinco anos. Após o anuncio do projeto de construção de casas populares na localidade que fica a 17 km da sede do município, a incerteza convive com estas famílias. Algumas, na promessa da casa nova, foram obrigadas a derrubar a moradia, e há pessoas que até hoje esperam pela conclusão da obra.
Um dos casos é o de Rosália Andreia, mãe de sete filhos, mas que hoje vive apenas com três, por não ter condições de criá-los. Ela vivia em uma casa de adobe, e há pouco mais de quatro anos, recebeu da prefeitura a informação de que ganharia uma nova moradia, desta vez, de alvenaria.
"Eles mandaram eu derrubar a minha casa, prometendo que iam fazer uma nova, mas achei que seria rápido. Passei quase quatro anos para receber. Fiquei ser ter onde morar, fui para a casa do meu cunhado, depois fui embora para Brasília, e quando voltei, não tinha mais onde ficar. Fomos lá para frente da prefeitura, reivindicar para o prefeito, até que consegui que meu sogro terminasse a construção da casa", contou Rosália.
Ela comenta ainda que a construção ainda não está finalizada, e precisa de alguns acabamentos. "A prefeitura prometeu dar R$ 1,6 mil para meu sogro, mas só pagou os seiscentos. Ele não tinha como continuar sem receber, e por isso a obra ficou sem terminar. Mas não tinha para onde ir, e tive de entrar pra debaixo", relata.
Situação mais grave é de dona Francisca dos Santos. Ela e mais cinco pessoas estão tendo de morar apenas na metade da casa que sobrou de pé. "A promessa no começo era de alugar uma casa para ficarmos, mas aqui não tem casas para aluguel. Depois chegaram dizendo que tinham de derrubar a casa, e não quis deixar. Só que como disseram que seria feito logo, acreditei e deixei, mas hoje estou arrependida. Estamos vivendo só nesta banda de casa, com um calor horrível", afirma.
O bebê de poucos meses é o que mais sofre com a situação. "As vezes eu tenho de ficar molhando a rede, para ver se ameniza o calor. Pior é que acabou o material de construção da casa, e não tem nem previsão para começarem o trabalho de novo. Já estamos quatro meses nesta situação, e ainda bem que não deixei derrubarem minha casa toda, senão onde eu estaria", diz dona Francisca.
Sem nenhuma supervisão técnica, a obra da casa de dona Francisca não pode mais ser reiniciada. As paredes apresentam falhas visíveis e a informação repassada é que o trabalho foi embargado. Agora, casos como o de dona Francisca seguem indefinidos, e sem nenhuma resposta.
Um dos casos é o de Rosália Andreia, mãe de sete filhos, mas que hoje vive apenas com três, por não ter condições de criá-los. Ela vivia em uma casa de adobe, e há pouco mais de quatro anos, recebeu da prefeitura a informação de que ganharia uma nova moradia, desta vez, de alvenaria.
"Eles mandaram eu derrubar a minha casa, prometendo que iam fazer uma nova, mas achei que seria rápido. Passei quase quatro anos para receber. Fiquei ser ter onde morar, fui para a casa do meu cunhado, depois fui embora para Brasília, e quando voltei, não tinha mais onde ficar. Fomos lá para frente da prefeitura, reivindicar para o prefeito, até que consegui que meu sogro terminasse a construção da casa", contou Rosália.
Ela comenta ainda que a construção ainda não está finalizada, e precisa de alguns acabamentos. "A prefeitura prometeu dar R$ 1,6 mil para meu sogro, mas só pagou os seiscentos. Ele não tinha como continuar sem receber, e por isso a obra ficou sem terminar. Mas não tinha para onde ir, e tive de entrar pra debaixo", relata.
Situação mais grave é de dona Francisca dos Santos. Ela e mais cinco pessoas estão tendo de morar apenas na metade da casa que sobrou de pé. "A promessa no começo era de alugar uma casa para ficarmos, mas aqui não tem casas para aluguel. Depois chegaram dizendo que tinham de derrubar a casa, e não quis deixar. Só que como disseram que seria feito logo, acreditei e deixei, mas hoje estou arrependida. Estamos vivendo só nesta banda de casa, com um calor horrível", afirma.
O bebê de poucos meses é o que mais sofre com a situação. "As vezes eu tenho de ficar molhando a rede, para ver se ameniza o calor. Pior é que acabou o material de construção da casa, e não tem nem previsão para começarem o trabalho de novo. Já estamos quatro meses nesta situação, e ainda bem que não deixei derrubarem minha casa toda, senão onde eu estaria", diz dona Francisca.
Sem nenhuma supervisão técnica, a obra da casa de dona Francisca não pode mais ser reiniciada. As paredes apresentam falhas visíveis e a informação repassada é que o trabalho foi embargado. Agora, casos como o de dona Francisca seguem indefinidos, e sem nenhuma resposta.