Detentos fazem rebelião em Vereda Grande na hora de visitas

rebelião vereda grande floriano

 Por volta das 14h00 de domingo (20), os detentos da Penitenciária Gonçalo de Castro Lima, Vereda Grande, na zona rural de Floriano, começaram uma rebelião durante o horário de visitas.

De acordo com o diretor do presídio, Ten. Alberoni Pereira, três pavilhões foram depredados, sendo que o pavilhão B foi o mais danificado. Na ação, os presidiários quebraram as grades, os bebedouros, camas de cimento e instalações hidráulicas que também foram destruídas, e ainda fizeram barricada para que a força policial não invadisse. Apenas uma cela foi danificada no pavilhão A, já no pavilhão C, foram destruídas quatro das oito celas.

Os agentes penitenciários fizeram a contenção e logo em seguida chegou o reforço da Força Tática da Polícia Militar e o GEO, que conseguiram dominar a situação. Segundo a direção do presídio, um dos detentos ficou ferido e foi levado pelo SAMU para o Hospital Regional Tibério Nunes, com ferimentos nos membros inferiores.

“ Não houve nenhuma reivindicação, o que a gente leva a crer é que é só o istinto de baderna, de bagunça, mas estamos chegando a conclusão que foi por conta de alguns presos que vieram das duas últimas rebeliões que aconteceram na casa de Custódia em Teresina e foram mandados parte dessa população carcerária para Floriano.

Sem reivindicações, eles não têm nenhum motivo, a alimentação é adequada, as celas que eles quebratam tinha acabado de ser reformada, estavam todas em condições dignas de se viver, tinha água gelada, quebraram os bebedouros, chuveiros, cama, quebraram tudo. Estamos com 50% dos pavilhões danificados e sem condições de continuar com esses presos”.

O diretor do presídio ressaltou que o acontecido foi contactado à Secretaria de Justiça, em Teresina, e que se deslocou uma equipe para fazer uma avaliação, pois segundo ele o presídio não tem condições de ficar com os detentos por questão de segurança.

“Pelo menos cem presos nós teremos que transferir e procurar vagas em outros presídios de outras regiões, como: São Raimundo Nonato, Picos e Teresina. Então, com esse reforço de Teresina, estaremos fazendo uma transferência em massa que possa reestabelecer o funcionamento normal do presídio”.

O Ten. Alberoni informou também que durante a rebelião, não houve fuga, e que o mentor já foi identificado, sendo que já é um conhecido do sistema carcerário, já fez muitas rebeliões, e já cometeu muitos homicídios fora e dentro dos presídios.