Detentas da Penitenciária Feminina de Teresina não recebem medicamento

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 Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, estiveram ontem (12) na Penitenciária Feminina de Teresina para realizar uma vistoria na situação das detentas, quanto ao atendimento de saúde e jurídico. A vice-presidente da Instituição, Eduarda Miranda, comandou a visita.

A Penitenciária Feminina de Teresina tem capacidade para 96 presas e comporta cerca de 109 detentas. Cerca de 65% das presas estão presas por tráfico de drogas. Homicídios e roubos são os delitos mais cometidos, em seguida.

Durante o ano de 2014 aproximadamente 10 cursos foram realizados para as detentas. Entre os mais concorridos estão o de corte e costura, material para reciclagem, fabricação de pães e doces variados. Cerca de 70 presas exercem atividades de trabalho no local. O Projeto Houston Bike 2014 emprega as presas na montagem de aros de bicicletas.

As presas recebem atendimento odontológico duas vezes por semana e os exames de pequena complexidade, como coleta de sangue, são realizados nas segundas-feiras na própria penitenciária.

Foi contatada uma irregularidade que persiste desde janeiro. Não há o fornecimento adequado de medicamentos pela Secretaria de Saúde para alta complexidade, o que agrava a situação de algumas presas que necessitam de tratamento intensivo.