Julho está quase no fim, o mês agoniza. E o mês que entra promete. Não só pelo fim do prazo para as coligações partidárias que definirão as candidaturas majoritárias – governador, vice, senador e suplente - e proporcionais – deputado estadual e deputado federal. Agosto marca o retorno das sessões no Plenário da Assembleia Legislativa, onde a oposição já tem pronto um pedido para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.
E qual seria o objeto da CPI? O suposto desvio de mais de R$ 300 milhões da primeira parcela do empréstimo do Governo do Estado junto à Caixa Econômica Federal, o Finisa I. Os adversários do governo passaram todo o primeiro semestre se revezam na tribuna do Legislativo - e na mídia - denunciando o "sumiço" do dinheiro e que as obras usadas na prestação de contas do empréstimo são anteriores à liberação dos recursos.
Dissidentes
Uma fonte ligada à oposição revelou que os adversários de Wellington Dias vão correr atrás dos deputados amigos do presidente da Assembleia, Themístocles Filho, que podem dar o troco no governador Wellington Dias e no deputado federal Marcelo Castro, presidente do MDB, assinando a “CPI do Empréstimo”.
Ninguém do MDB fala sobre CPI. A palavra de ordem é unidade. O partido tenta evitar a divisão, marca registrada do MDB [inclusive quando ficou rachado entre os que defendiam a manutenção da aliança com Wellington Dias e a outra banda, liderada pelo vice-presidente João Henrique Sousa, que pretendia ser candidato a governador]. O MDB quer marchar unido para não perder cadeiras no parlamento.
Conversa
O deputado João Mádison afirmou nessa segunda-feira (23) que o MDB aproveitou o final de semana para ouvir as bases no interior. “Vamos esperar até terça-feira (24) para que a gente possa estar tomando uma decisão em conjunto, amadurecida e, principalmente, para preservar o partido. Essa posição, acredito eu, que deve ser toda unida. Não podemos sair divididos”, advertiu João Mádison.