A entrevista coletiva à imprensa, no final da manhã desta terça-feira (26), da qual participaram as principais lideranças do Progressistas, apenas referendou a posição já tomada no domingo (24), depois de uma reunião definitiva do senador Ciro Nogueira com o governador Wellington Dias (PT): nenhum partido da base vai indicar mais que um cargo na chapa majoritária.
A coletiva aconteceu na residência do presidente nacional do PP, na zona Leste de Teresina, E acabou sobrando para a vice-governadora Margarete Coelho. "Soldado" do partido, como ela se considera, Margarete mostrou grandeza ao aceitar a decisão do Progressistas, embora sem esconder a decepção com o governador Wellington Dias.
"Não me sinto diminuída. O cargo de deputada federal é um grande cargo. Tem uma importância social muito grande. Tenho certeza que mostrei que vice pode trabalhar. Eu pedi um critério para o governador e infelizmente não foi o capital político. Ele escolheu uma vaga por cada partido. Não parei para pensar se é justo ou não", afirmou.
O PT vai indicar Wellington Dias à reeleição, minando o sonho da senadora Regina Sousa de concorrer à reeleição. O Progressistas disputa a eleição majoritária com Ciro Nogueira concorrendo a mais um mandato no Senado. O MDB vai indicar como candidato a vice-governador o presidente da Assembleia Legislativa, Themístocles Filho. A outra vaga de candidato a senador vai ser indicada pelos demais partidos aliados. Há ainda as duas vagas de suplente de senador, que também estão sendo disputada a tapa.
“Estivemos com o governador no domingo. Ele disse que cada partido terá uma vaga na chapa [majoritária]. Isso exclui a Margarete. Então anuncio que o PP sai da disputa de vice. Margarete é candidata a deputada federal".
Ciro Nogueira também falou do apoio ao nome de Themístocles Filho como pré-candidato a vice-governador. "Não tem como apoiar o governador sem apoiar o vice. Vamos apoiar o nome que for escolhido pelo governador. Seja o deputado Themístocles Filho ou outro nome. O PP tem palavra. É um partido de palavra. Continuamos na base do governador. Fazemos parte de um projeto político. Não nos agarramos à disputa por cargos. Continuamos na base de apoio", frisou.
O presidente do Progressistas adiantou que em 2022, a história será diferente. O acordo com o PT se encerra nas eleições deste ano. "O que muda é que vamos com mais vontade para 2022. Isso até para compensar essa frustração que aconteceu com a não indicação da Margarete. O Progressistas esta unido. 90% do partido queria adiantar esse projeto de 2022 para 2018. Vamos cumprir nossa meta e o que prometemos desde 2014. Mostra que somos coerente. Nosso projeto de 2022 mostra que está cada vez mais vivo", avisou o senador.
Compromisso com Wellington Dias termina nas eleições de 2018 [Foto:Bárbara/assessoria parlamentar]