O quinto caso de mormo foi confirmado no Piauí na última terça-feira (01). Com o fato, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapi), tomou iniciativas visando eliminar o foco da doença que atingiu um cavalo no município de União, localizado a 56 quilômetros de Teresina. Nesta quarta-feira (02), uma equipe do órgão viajou até o local para sacrificar o animal e fazer a coleta do soro, que será enviado a um laboratório em Recife, no Estado de Pernambuco.
De acordo com o Governo do Piauí, outros 100 animais estão sendo analisados via coleta de material. Os animais estariam em cinco estabelecimentos, entre eles uma clínica veterinária na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e em uma ala do Parque de Exposição Dirceu Arcoverde, onde acontece a EXPOAPI.
O parque que se encontra interditado para exames em cavalos, deve ser liberado para a feira. “Já fizemos a primeira coleta, recebemos o resultado na sexta-feira (27/09) e foram todos negativos, ou seja, os demais cavalos não foram infectados. A segunda coleta está prevista para ser realizada no dia 10 de outubro e, se os resultados também forem negativos, o parque será desinterditado, sendo possível a realização da exposição sem nenhum tipo de prejuízo”, afirmou o diretor-geral da Adapi, Genilson Sobrinho.
A DOENÇA
O mormo é uma doença infectocontagiosa, que atinge equinos e que pode ser transmitida para humanos. Em animais, os sintomas da zoonose são: febre, fraqueza, corrimento viscoso nas narinas e a presença de nódulos subcutâneos, nas mucosas nasais, nos pulmões e gânglios linfáticos. Os sintomas no homem são febre, dores musculares, dor no peito, rigidez muscular e cefaleia. Podem ainda ocorrer lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e diarreia. O contágio ocorre por meio do contato com o material infectante, como pus, secreção nasal, urina e fezes.