Briga pela cadeira de Themístocles pode rachar a base

Passada a eleição, os partidos da base de sustentação do Governo do Estado começam a brigar por espaços. Como o governador Wellington Dias (PT) advertiu de que definição do secretariado é um assunto para ser tratado somente depois do segundo turno das eleições presidenciais de domingo (28), as atenções se voltam para a eleição do presidente da Assembleia Legislativa. As articulações ocorrem de maneira silenciosa nos bastidores e nos gabinetes. E a calculadora é a ferramenta da vez.

O MDB, que elegeu seis deputados – Severo Eulálio, Zé Santana, Themístocles Filho, Henrique Pires, Pablo Santos e João Mádison -, quer manter o atual presidente, indicando novamente Themístocles Filho, que pode se eleger para oitavo mandato, mas há resistências.

O presidente nacional do Progressistas, senador reeleito Ciro Nogueira, estaria trabalhando para a formação de uma aliança com o PT. O PP fez cinco deputados – Lucy Silveira, Julio Arcoverde,  Wilson Brandão,  Hélio Isaías e Firmino Paulo – e o PT também elegeu cinco – Francisco Limma, Francisco Costa,  Fábio Novo,  Franzé Silva e Flora Izabel. Resta saber quem vai abrir mão da indicação do candidato a presidente?

Oposição

Vale lembrar que o PT disputou as eleições em 2015, com Fábio Novo, e foi derrotado pelo MDB de Themístocles, mesmo com o apoio do PP. Em junho de 2016, Themístocles Filho foi reeleito por unanimidade para o biênio 2017/2019. Para vencer, PT e PP precisam de mais seis votos. E nessa corrida pela cadeira de presidente, nem o diálogo com a oposição está descartado. 

Só para lembrar: a eleição deve acontecer no dia 4 de fevereiro de 2019. Segundo o Regimento Interno da Alepi, o período de sessões plenárias vai do dia 2 de fevereiro - que cai num sábado no ano que vem - a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro.

Se sobrevivermos ao ódio, às ameaças ao estado democrático de direito, às autoridades, como a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, xingada e ameaçada por um coronel boquiroto; e às instituições, como o próprio Supremo, que para ser fechado basta um soldado e um cabo, segundo filho desbocado e irresponsável de um ex-capitão -  vamos ver quem leva essa disputa.

Interferência externa

O MDB, do deputado João Mádison, já soltou o verbo e reclamou de interferência externa no processo sucessório, como aconteceu em 2015, quando Fábio Novo teve o apoio de palácios - da Cidade e do Karnak - e acabou derrotado pelo presidente Themístocles Filho.     

Além do atual presidente, outros nomes já se colocaram à disposição dos partidos para a disputa, como Wilson Brandão e Júlio Arcoverde, do PP, e Francisco Limma, do PT. Outros presidenciáveis correm por fora e podem supreender, como Zé Santana, o plano B do MDB. Faças suas apostas!