O dia seguinte à morte do menino Nataniel de Souza, de 12 anos, por afogamento na Praia do Futuro foi de muita dor e ansiedade por parte do grupo de 49 romeiros vindos de Teresina (PI). A mãe do garoto, Arlinda de Souza, veio de ônibus para Fortaleza na expectativa de levar o corpo do filho para ser enterrado em sua terra.
Em choque e acompanhada de seu atual companheiro, Antônio Neto Batista, ela mal conseguia falar. Amparada pelos vizinhos que vieram na excursão, Arlinda só repetia que o pai do filho também morreu afogado em um rio, e isso era o que mais temia. "Não sei o que fazer. Perdi meu menino", lamentava.
A vizinha que veio responsável por Nataniel, Marta Janete, aos prantos, pediu perdão e disse que se sentia culpada pelo que ocorreu. "Foi só um minuto, enquanto me virei para pegar uma rede, aconteceu a desgraça. Não deu tempo para nada", contou.
O comandante do quartel do Mucuripe, do Corpo de Bombeiros, major Cláudio Barreto, diz que, desde terça-feira, salva-vidas fazem buscas na orla. "Pela experiência, temos certeza que o corpo foi levado em direção à Barra do Ceará".
De acordo com o major, o local onde o menino se afogou é dos mais perigosos dos oito quilômetros da orla da Praia do Futuro. Mesmo assim, não sabe explicar a razão de a Corporação não manter ali um posto. "Neste ano, já conseguimos resgatar 310 pessoas na extensão da praia. Seis pessoas morreram, incluindo este menino", contabiliza.
Correnteza
Um dos amigos de Nataniel, Lucas Diniz, de 12 anos, é um dos mais chocados com a fatalidade. Ele conta que também quase foi puxado pela correnteza quando tentou salvar o amigo. "Minha mão chegou a tocar na dele, mas escorregou e não pude fazer mais nada", relata.
Moradores da comunidade Parque Dagmar Mazza, em Teresina, contaram com o apoio do dono da barraca O Peixeiro, localizada na Praça 31 de Março, Irineu Francisco da Silva, que conseguiu o caixão, onde será sepultado o corpo do menino. A mãe, afirma, é muito carente e não tem condições de arcar com a despesa. Inclusive, nem sabe se será possível pagar o translado para o Piauí. "A esperança é da gente encontrar o corpo antes que o ônibus dos romeiros retorne e possa levar o caixão", diz.
Em choque e acompanhada de seu atual companheiro, Antônio Neto Batista, ela mal conseguia falar. Amparada pelos vizinhos que vieram na excursão, Arlinda só repetia que o pai do filho também morreu afogado em um rio, e isso era o que mais temia. "Não sei o que fazer. Perdi meu menino", lamentava.
A vizinha que veio responsável por Nataniel, Marta Janete, aos prantos, pediu perdão e disse que se sentia culpada pelo que ocorreu. "Foi só um minuto, enquanto me virei para pegar uma rede, aconteceu a desgraça. Não deu tempo para nada", contou.
O comandante do quartel do Mucuripe, do Corpo de Bombeiros, major Cláudio Barreto, diz que, desde terça-feira, salva-vidas fazem buscas na orla. "Pela experiência, temos certeza que o corpo foi levado em direção à Barra do Ceará".
De acordo com o major, o local onde o menino se afogou é dos mais perigosos dos oito quilômetros da orla da Praia do Futuro. Mesmo assim, não sabe explicar a razão de a Corporação não manter ali um posto. "Neste ano, já conseguimos resgatar 310 pessoas na extensão da praia. Seis pessoas morreram, incluindo este menino", contabiliza.
Correnteza
Um dos amigos de Nataniel, Lucas Diniz, de 12 anos, é um dos mais chocados com a fatalidade. Ele conta que também quase foi puxado pela correnteza quando tentou salvar o amigo. "Minha mão chegou a tocar na dele, mas escorregou e não pude fazer mais nada", relata.
Moradores da comunidade Parque Dagmar Mazza, em Teresina, contaram com o apoio do dono da barraca O Peixeiro, localizada na Praça 31 de Março, Irineu Francisco da Silva, que conseguiu o caixão, onde será sepultado o corpo do menino. A mãe, afirma, é muito carente e não tem condições de arcar com a despesa. Inclusive, nem sabe se será possível pagar o translado para o Piauí. "A esperança é da gente encontrar o corpo antes que o ônibus dos romeiros retorne e possa levar o caixão", diz.