Para financiar exportações de empresas brasileiras, o BNDES emprestou US$ 65,4 bilhões (cerca de R$ 145 bilhões) entre 2004 e 2009, segundo informações prestadas por sua assessoria ao Congresso em Foco. Mas só é possível conhecer os beneficiários de menos de um quinto desses recursos. Segundo a assessoria, não seria possível enviar ao site dados com os valores entregues a cada empresa no período.
Em sua página na internet, o BNDES publica informações referentes a apenas 18,5% desses recursos, ou seja, US$ 12,29 bilhões. São as operações do tipo “pós-embarque” feitas entre 2009 e o primeiro trimestre de 2014, que incluem o financiamento de produtos prontos para exportação. Nessas, o Congresso em Foco fez um levantamento e observou que o grosso do dinheiro se destina a apenas duas empresas: a construtora Norberto Odebrecht e a fabricante de aviões Embraer.
Em nota ao site, o banco destacou que a maior parte dos recursos se destina à modalidade “pré-embarque”, cujos beneficiários não são revelados. Nesse tipo de empréstimo, o BNDES financia a fabricação dos produtos e serviços de empresas brasileiras e também a sua exportação.
Mas não há dados públicos de quem são os empresários que vêm obtendo esses contratos de crédito. O Congresso em Foco solicitou essas informações, mas não as recebeu.
Num primeiro contato, na segunda semana de julho, o banco minimizou o levantamento do site feito com as informações disponíveis.
“Primeiramente, os valores citados pelo jornalista se referem apenas às operações de pós-embarque”, iniciou a assessoria do banco. A seguir, repassou uma lista de financiamentos ao exterior que, em dez anos, somou US$ 65 bilhões. A reportagem solicitou, então, os dados separados por empresa beneficiária do crédito.
A assessoria informou que o banco não publica essas informações na internet porque elas estariam misturadas a financiamentos não relacionados ao exterior e que envolviam outras instituições financeiras. “O BNDES realiza mais de 1 milhão de operações indiretas por ano”, afirmou. O Congresso em Foco solicitou, então, um levantamento apenas com os créditos para exportações e pediu um prazo para a conclusão dos dados. O banco não prestou mais esclarecimentos desde então.
Em sua página na internet, o BNDES publica informações referentes a apenas 18,5% desses recursos, ou seja, US$ 12,29 bilhões. São as operações do tipo “pós-embarque” feitas entre 2009 e o primeiro trimestre de 2014, que incluem o financiamento de produtos prontos para exportação. Nessas, o Congresso em Foco fez um levantamento e observou que o grosso do dinheiro se destina a apenas duas empresas: a construtora Norberto Odebrecht e a fabricante de aviões Embraer.
Em nota ao site, o banco destacou que a maior parte dos recursos se destina à modalidade “pré-embarque”, cujos beneficiários não são revelados. Nesse tipo de empréstimo, o BNDES financia a fabricação dos produtos e serviços de empresas brasileiras e também a sua exportação.
Mas não há dados públicos de quem são os empresários que vêm obtendo esses contratos de crédito. O Congresso em Foco solicitou essas informações, mas não as recebeu.
Num primeiro contato, na segunda semana de julho, o banco minimizou o levantamento do site feito com as informações disponíveis.
“Primeiramente, os valores citados pelo jornalista se referem apenas às operações de pós-embarque”, iniciou a assessoria do banco. A seguir, repassou uma lista de financiamentos ao exterior que, em dez anos, somou US$ 65 bilhões. A reportagem solicitou, então, os dados separados por empresa beneficiária do crédito.
A assessoria informou que o banco não publica essas informações na internet porque elas estariam misturadas a financiamentos não relacionados ao exterior e que envolviam outras instituições financeiras. “O BNDES realiza mais de 1 milhão de operações indiretas por ano”, afirmou. O Congresso em Foco solicitou, então, um levantamento apenas com os créditos para exportações e pediu um prazo para a conclusão dos dados. O banco não prestou mais esclarecimentos desde então.