Bastidores políticos esquentam com eleição na Assembleia e mudança de partidos

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí mal oficializou o resultado das eleições e já existem articulações para novas disputas, como a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa, que acontece em junho, mas podem ser antecipadas.

O atual presidente, Themístocles Filho (MDB) não quer a antecipação, mas o assunto ganha corpo entre os postulantes ao cargo, entre eles os deputados Wilson Brandão (PSB) e Júlio Arcoverde (PP). Porém, também corre à boca pequena que Themístocles  teria negociado com Wellington Dias mais um mandato no comando do Legislativo, quando da indicação da senadora Regina Sousa como candidata a vice na chapa encabeçada pelo governador petista.  

Troca-troca

Outro assunto que deve movimentar os bastidores políticos é a troca de partidos por candidatos eleitos no domingo (7), como a deputada federal Dr. Marina, que pode deixar o PTC e ingressar no PR, atendendo a convite do deputado Fábio Xavier.

O presidente do Partido Trabalhista Cristão no Piauí, deputado Evaldo Gomes, que se reelegeu na oposição, inclusive se revezando na tribuna da Assembleia Legislativa com outros adversários de atual governo, repetindo acusações contra a administração do governador Wellington Dias (PT).

"Eu não tenho radicalismo. Não quero fazer um mandato de ódio, de revanche. Fui eleito pela oposição. Não conversei com o partido sobre isso. Não somos radicais. Devemos continuar na oposição, mas não radical",         avisou Evaldo, que foi já foi governo, passou para a oposição e pode voltar a ser governo agora com a reeleição de Wellington Dias.

"O primeiro passo é fazer essa pergunta para o próprio governador. Sou um político de diálogo. Nunca fui radical. Sempre fiz grandes composições. A política é diálogo. Sem revanchismo e radicalismo”, emendou.