O Piauí deve ganhar seu primeiro Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais. O assunto foi tema de audiência pública realizada pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio das 49º e da 12º Promotorias de Justiça de Teresina. Uma nova audiência está prevista para o dia 17 de julho, para dar continuidade ao assunto. A implantação do ambulatório trará grandes benefícios ao público alvo, além de servir como modelo para outros Estados.
A audiência foi presidida pela promotora de justiça Myrian Lago e reuniu os órgãos responsáveis, com o objetivo de avaliar a situação atual do projeto e traçar um cronograma para a implantação do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais. O público pôde apresentar pontos de vista sobre a importância da implantação e relatar os benefícios que serão alcançados, incluindo experiências exitosas em outros Estados.
“Esperamos que o ambulatório seja implantado para que a população de travestis e transexuais tenham acesso aos serviços públicos de saúde de forma integral e universal, através da porta de entrada que é o SUS” disse uma integrante do Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis (GPTrans), Maria Laura.
Integrante do Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis – GPTrans, Maria Laura
Com o ambulatório, o Estado vai garantir assistência travestis e transexuais. A Secretaria de Estado da Saúde (SESAPI) deve encaminhar à 49ª e à 12ª Promotorias de Teresina, no prazo de sete dias, os projetos e encaminhamentos já realizados, com vistas à implantação do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais.
A próxima audiência para debater a pauta será às 9h do dia 17 de julho, no auditório do MPPI, na sede Leste. Além dos órgãos que se estiveram presentes na primeira etapa, serão convocados também os representantes da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, Hospital Getúlio Vargas, Fundação Estatal de Serviços Hospitalares do Piauí, Hospital Universitário, instituições de ensino superior de saúde, Conselhos Estadual e Municipal de Saúde.
No encontro de hoje, participaram a Secretaria de Saúde do Piauí, Conselho Estadual de Direitos Humanos, Conselho Regional de Medicina, Conselho Regional de Enfermagem, Secretaria de Assistência Social e Cidadania do Piauí, Centro de Referência LGBT da SASC e Grupo Piauiense de Travestis e Transexuais - GPTRANS.