Ano novo começa com troca-troca de partidos com vistas a 2018

O ano de 2017 começa com muitas mudanças no cenário político do Piauí. Não pela posse dos novos prefeitos eleitos em 2 de outubro. Tampouco pela renovação de quase metade (48%) na Câmara Municipal de Teresina. Lideranças de vários partido vão mudar de sigla com o olho  nas eleições de 2018. Alguns poucos saem deixando “a porta aberta”. Outros trocam de sigla descontentes com o comando do partido do qual fazia parte.

O senador Elmano Ferrer não esconde mais sua ida para o PMDB, mas sem chamar ninguém para acompanha-lo. Ferrer diz que o diálogo com o PTB e o PMDB tem sido sincero, para que não fiquem arestas.

“Que fique bem claro que não incentivo ninguém a me seguir. Se alguém vier vai ser por livre  e espontânea vontade, sem minha influência. Tem gente falando em debandada, mas não acho legal incentivar isso. O diálogo é franco  e sincero tanto com o PTB quanto com o PMDB, para que tudo aconteça de maneira tranquila, sem problema com ninguém. Saio (do PTB) deixando a porta aberta”, avisa.

Como Elmano, o ex-senador João Vicente Claudino deve desembarcar de mala e cuia no PMDB, sem nenhuma rusga com os ex-companheiros de PTB, partido do qual se desfiliou ainda em abril.       

Outros, porém, saem sem deixar saudade,  como é o caso do ex-prefeito de Teresina, Silvio Mendes. O tucano se afastou do prefeito Firmino Filho e chegou a falar em abandonar a política. Ficou só na ameaça. Sílvio Mendes volta à cena política em endereço novo: o PP, do senador Ciro Nogueira, articulador da filiação do ex-prefeito e de várias lideranças de outros partidos.

O ex-prefeito admite que tem conversado com Ciro Nogueira, de quem é amigo pessoal. “O diálogo vem sendo amadurecido e vai continuar”,  disse, sem precisar quando pretende se definir sobre uma mudança de partido.