Adiado júri do vice acusado de mandar matar o prefeito para assumir o

Cesar Leal prefeito julgamento adiado

Acusado de ser o mandante do assassinato do ex-prefeito de Altos Cesar Augusto Leal Pinheiro, o ex-vice-prefeito Antônio Orlando da Silva teve o julgamento pelo Tribunal do júri popular  adiado nesta terça-feira (27) em Teresina.  O crime aconteceu em 1996, quando a vítima foi atingida com cinco tiros na cabeça dentro de casa no município localizado 40 quilômetros ao Norte da capital.

Segundo informações obtidas no local do julgamento, o advogado de defesa do réu  desistiu do caso, fazendo com que o juiz adiasse o julgamento. Palha Dias havia apresentado a renúncia no último dia 9.

Para o promotor do Ministério Público Régis Marinho, esta foi uma manobra do acusado para adiar o julgamento, que foi remarcado para o mês de novembro.  O réu também é acusado de matar um policial militar no mesmo ano, no bairro Marquês, zona Norte de Teresina. Para este segundo crime ainda não há data para o julgamento.

O Ministério Público pede a condenação de Orlando Silva. O promotor Régis Marinho sustenta que o então vice-prefeito pagou R$ 50 mil pelo homicídio de Cesar Leal. Para executar o crime, ele teria contatado dois homens (Abimar Paixão de Sousa e Afrânio Paixão de Sousa), que acionaram Francisco Alves Barbosa, o "Chico Pacajás", que contratou Raimundo Nonato, o "Gordinho", responsável pelos disparos. Orlando Silva, passou um mês preso pelo crime, mas acabou sendo solto. 

"O Ministério Público entende que há provas documentais e testemunhais suficientes de que Antônio Orlando da Silva foi o mandante", resumiu o promotor Régis Marinho, representante do MP no caso.
A atual prefeita de Altos, Patrícia e filha de Cesar Leal .

Reservada quando o assunto é a morte do pai, ele afirma que o assassinato ocorrido no dia 11 de abril de 1996 não sai de sua cabeça. "São lembranças terríveis. É uma coisa que não vou apagar da memória de jeito nenhum", disse por telefone.

Patrícia Leal admitiu que ela e a família foram pegas de surpresa com a marcação do júri . "Ainda vou conversar com minha mãe e minha irmã. A expectativa é de que seja feita justiça. É uma espera que já tem quase 20 anos. Mas o júri popular pegou a gente de surpresa", confessou.