Ex-patrocinadora diz na Justiça ter sido lesada por corrupção na CBF

Posicionamento da Sadia consta em defesa de ação movida pela confederação

Em ação movida pela CBF na Justiça do Rio da Janeiro, a BRF (Sadia), ex-patrocinadora da confederação, diz que foi "ardilosamente lesada" pelos casos de corrupção envolvendo dirigentes da alta cúpula da entidade.

No processo em questão, a CBF alega que foi vítima de "marketing de emboscada" promovido pela ex-parceira, que, após o rompimento do contrato entre ambas, utilizou um mascote similar ao da seleção em uma campanha para a Rio-2016.

Em 2014, CBF e Sadia iniciaram parceria com contrato válido até 2022. O acordo acabou sendo rompido pela empresa de alimentos dois anos depois, em janeiro de 2016, sob a alegação de que a companhia estava "reavaliando a estratégia de patrocínio". Nos bastidores, porém, a informação era de que a quebra de contrato devia-se aos escândalos envolvendo principalmente o ex-presidente da CBF, Antonio Maria Marin, e o atual, Marco Polo Del Nero.