O Tesouro Nacional divulgou que as vendas de títulos públicos a pessoas físicas atingiram um recorde para o mês de abril, totalizando R$ 8,55 bilhões. Apesar do valor ser 42,2% menor que em março, quando as vendas somaram R$ 14,79 bilhões, houve um crescimento de 20,6% em relação a abril do ano passado.
Em março, R$ 7,07 bilhões em títulos corrigidos pela Selic venceram, fazendo com que muitos investidores substituíssem esses papéis. Pela ausência desse vencimento em abril, as vendas caíram comparado ao mês anterior.
Os títulos atrelados aos juros básicos dominaram as vendas em março, com 55,4% do total. Enquanto isso, papéis corrigidos pelo IPCA representaram 24%, e os prefixados, 13,1% das vendas.
O Tesouro Renda+, lançado em 2023 para financiar aposentadorias, representou 4,9% das vendas em abril. Já o Tesouro Educa+, criado também em 2023 com foco em poupança para educação, atraiu 1,9%.
Com a Selic elevada em 14,5% ao ano, os títulos ajustados pela taxa de juros continuam atrativos. Papéis atrelados à inflação também estão em alta, devido à expectativa de inflação elevada nos próximos meses.
O estoque total do Tesouro Direto chegou a R$ 242,26 bilhões no fim de abril, um aumento de 3,34% em relação ao mês anterior. As vendas superaram os resgates em R$ 5,16 bilhões no período.
O número de investidores cresceu para 35.324.665, com um acréscimo de 226.677 novos participantes em abril. O total de investidores ativos subiu para 3.472.053, um aumento de 16,36% em 12 meses.
Entre as operações, 78% das vendas envolveram valores de até R$ 5 mil, sendo que aplicações de até R$ 1 mil representaram 55%. O valor médio das operações foi de R$ 12.083,06.
Investidores preferiram papéis de curto prazo, com 62,6% das vendas para títulos de até cinco anos. Os com prazos entre cinco e dez anos somaram 19,1%, e mais de dez anos representaram 18,3%.
O balanço completo do Tesouro Direto está disponível online.
O Tesouro Direto permite que pessoas físicas comprem títulos públicos diretamente, ajudando o governo a captar recursos para dívidas e compromissos, com taxas definidas pela Selic, inflação, câmbio ou fixadas.