​​Silvio Mendes tenta renegociar dívidas em Brasília, mas impasse com bancos continua

Sem nota fiscal adequada, Teresina não pode renegociar dívidas e continua pagando mais de R$ 1 milhão por dia em juros

O prefeito de Teresina, Silvio Mendes (União Brasil), deve retornar de Brasília (DF) sem conseguir renegociar as dívidas milionárias da capital com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Ele se reuniu com os presidentes das instituições financeiras entre terça (20) e quarta-feira (21), em uma tentativa de aliviar os custos mensais dos empréstimos firmados por gestões anteriores. No entanto, a baixa avaliação do município no indicador Capag, do Tesouro Nacional, impediu avanços concretos nas tratativas.

A nota C no Capag (Capacidade de Pagamento) é um indicador utilizado pelo Tesouro Nacional para medir a saúde fiscal de estados e municípios. Teresina, que já teve nota B, foi rebaixada após o agravamento das finanças públicas.

Apenas com os contratos firmados com a Caixa e o Banco do Brasil, a Prefeitura paga cerca de R$ 32 milhões por mês, o equivalente a mais de R$ 1 milhão por dia. Os valores se referem, principalmente, ao pagamento de juros de contratos assinados em administrações anteriores.

As dívidas com os dois bancos públicos somam R$ 845 milhões, sendo R$ 570 milhões com o Banco do Brasil e R$ 275 milhões com a Caixa. No entanto, o passivo total do município é ainda maior, com um rombo de aproximadamente R$ 3 bilhõesnas contas públicas.

Além das dívidas com a Caixa e o Banco do Brasil, há outros compromissos financeiros expressivos, como:

Sem perspectiva de renegociação imediata, o município segue pressionado por uma dívida crescente e compromissos que sufocam o orçamento. O prefeito ainda não anunciou quais serão os próximos passos para tentar reverter o quadro.

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